Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto retirando as tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como carne e café.

Fomos imediatamente olhar o que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo tinham para dizer. Não ficamos decepcionados.

Eduardo escreveu que "a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito" e que a decisão "decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação".

A tarifa-Moraes de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros é consequência direta da crise institucional causada pelo ministro Alexandre de Moraes, cujos abusos já preocupam o mundo e afetam a confiança internacional no Brasil.
É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje. Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros.
Ressalta-se ainda que, com eleições legislativas marcadas para 2026, o governo @realDonaldTrump precisa entregar resultados rápidos para que a população sinta a redução da inflação antes das urnas.
Nenhum estrangeiro deseja tarifas, pois elas machucam o exportador, mas a verdade tem que ser dita: foi a instabilidade jurídica criada por Alexandre de Moraes que abriu caminho para a tarifa-Moraes de 50%, prejudicando trabalhadores, produtores e empresários brasileiros.
O Brasil precisa recuperar a segurança jurídica e o respeito às liberdades. Sem isso, não haverá crescimento duradouro nem relações internacionais confiáveis.

Depois de pedir para seus detratores segurarem as calcinhas, Paulo Figueiredo também disse que a decisão foi só "em busca da redução de preços domésticos".

Segurem as calcinhas: Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos - em alguns setores onde os EUA não são competitivos. A Tarifa-Moraes segue normalmente em 50%. Aviso aos colegas, que se for para jogar confete na diplomacia de Mauro Vieira, por coerência terão que fazer o mesmo com os MRE de pelo menos uma dúzia de outros países que foram beneficiados pela mesma medida - até antes do Brasil.

Mesmo com suas calcinhas seguradas, detratores da dupla tiraram sarro das justificativas.