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O Twitter tem sido o tema de um grande ultraje nas redes sociais brasileiras nesta terça-feira (11.abr.2023), por conta da falta de moderação na plataforma em relação aos posts que apoiam ou encorajam violência em escolas.

Também não pegou bem a resposta de uma representante da empresa sobre como o Twitter tem lidado com esses casos.

REUNIÃO. Em uma reunião virtual do Ministério da Justiça na segunda-feira (10.abr) com empresas de mídia social, uma advogada do Twitter surpreendeu os participantes ao afirmar que um perfil com a imagem de um assassino de crianças não violava os termos de uso da plataforma, já que não era uma indicação direta de um crime, segundo reportagem do G1. A informação foi confirmada pelo Núcleo.

Depois da reunião, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, deu uma coletiva em que discorreu sobre a responsabilidade jurídica das plataformas e disse que "não há liberdade de expressão para quem quer matar crianças".

VIRALIZOU. A campanha “TWITTER APOIA MASSACRES” acontece no próprio Twitter e chegou aos trending topics do site, desaparecendo misteriosamente após apenas algumas horas, apesar de seu crescimento.

Segundo uma análise da Núcleo dos dados do Twitter (enquanto a API ainda nos permite coletar dados), a partir das 16h havia cerca de 28.000 tweets com mais de 4,7 milhões de visualizações.

Celebridades, como o rapper Emicida e o youtuber Felipe Neto, compartilharam uma ilustração mostrando o logotipo do Twitter coberto de sangue.

Após Elon Musk assumir o controle da empresa e demitir 75% de seus funcionários, eliminando grande parte de sua equipe de moderação, esse tipo de conteúdo extremista fazendo apologia de crimes contra crianças e professores tem circulado livremente na rede social.

A Política de Mídia Sensível da empresa, atualizada pela última vez em mar.2023, proíbe a produção e circulação de conteúdo com imagens reais de violência.

O Núcleo não conseguiu contatar a assessoria do Twitter no Brasil, uma vez que a empresa não tem mais nenhum assessor de imprensa aqui e o e-mail da imprensa em geral retorna apenas o emoji 💩.

Por Sérgio Spagnuolo e Rafael Capanema
Edição Laís Martins
Twitter/X
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