Facebook planeja contratar 10 mil pessoas na UE para desenvolver "metaverso"

Decisão de abrir vagas no continente coincide com maior escrutínio de parlamentares


O Facebook anunciou planos para contratar 10 mil funcionários na União Europeia nos próximos cinco anos para trabalhar no desenvolvimento do "metaverso", um estágio de "experiências virtuais interconectadas utilizando tecnologias como realidade virtual e aumentada". O anúncio veio no momento em que a empresa está sob o escrutínio de parlamentares europeus.

Apesar de estar liderando esse esforço ao anunciar essa contratação em massa, a empresa de Mark Zuckerberg disse em anúncio publicado no domingo que nenhuma empresa será dona ou operadora do metaverso. Em outras palavras, o FB não será dono do metaverso, mas já está fincando bem os pés nesse terreno, que traz como elementos-chave a abertura e a interoperabilidade – a maneira como os sistemas se comunicam ao transmitir informações pela internet ou em nuvem.

Na nota, o Facebook disse ainda que a decisão de explorar o mercado europeu não se dá só pela quantidade de talentos emergentes na área de tecnologia, mas também pelo papel importante que a UE deve desempenhar para desenhar as novas regras da internet.

"Políticos europeus estão liderando o caminho ao ajudar a inserir valores europeus como livre expressão, privacidade, transparência e direitos dos indivíduos no funcionamento dia a dia da internet. O Facebook compartilha desses valores e tomamos ações consideráveis ao longo dos anos para garanti-los", disse a empresa.


É importante porque…
  • Anúncio vem como afago nesse momento em que o Facebook está na mira das instituições europeias. Na semana passada, o Parlamento Europeu disse que convidou a ex-funcionária do FB, Frances Haugen, para um depoimento no dia 8 de novembro.
  • Segundo o New York Times, Haugen, que depôs no Congresso dos EUA no início de outubro, já vem dialogando com importantes parlamentares de Bruxelas, da França e do Reino Unido sobre a necessidade de maior supervisão à operação do FB.
Texto Laís Martins
Edição Samira Menezes


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