Estudo: Instagram não agiu em 90% dos casos de abuso via DMs de mulheres famosas

Estudo analisou mais de 8.700 mensagens diretas (DM) enviadas no Instagram a cinco mulheres famosas.

Mulheres de grande exposição (famosas) estão expostas a uma “epidemia de abusos misóginos”, concluiu um estudo realizado pelo Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, na sigla em inglês).

O MAL NAS DMS. O CCDH analisou mais de 8.700 mensagens diretas recebidas por mensagem direta (DM) no Instagram de cinco perfis de mulheres famosas, incluindo a atriz Amber Heard.

Em mais de 90% das mensagens abusivas da amostragem, o Instagram falhou em atender às denúncias feitas pela CCDH.

“Abusos, ameaças violentas e imagens sexuais podem ser enviados por estranhos, a qualquer momento e em grandes volumes, diretamente às suas DMs sem o seu consentimento e as plataformas não fazem nada para impedir isso”, diz o relatório.

INSTAGRAM CONTESTA. O Instagram, obviamente, contestou as descobertas. Em nota ao Washington Post, Cindy Southworth, head de segurança da mulher da plataforma, disse que o Instagram “não permite ódio de gênero ou qualquer ameaça de violência sexual”.

Cindy citou, ainda, um conjunto de ferramentas lançado em 2021 para tentar conter esses abusos, como filtros de palavras nas DMs e penalidades maiores para abusadores.

FUNCIONA? O CCDH diz, porém, que as ferramentas são ineficazes ou inadequadas.

O filtro de palavras, por exemplo, pode ser facilmente burlado com grafias alternativas e o uso de imagens. E a opção de receber mensagens de estranhos é “oito ou oitenta”: qualquer um pode enviá-las ou ninguém, o que não é interessante a essas mulheres, que recebem propostas comerciais via DM e, por isso, precisa mantê-las abertas a contas que não seguem.

A MESMA HISTÓRIA. O estudo do CCDH traz outros dados alarmantes, como o de 1 em cada 15 mensagens recebidas pelas cinco mulheres conterem violações às diretrizes do Instagram, e que 1 em cada 7 mensagens de áudio conterem abusos.

Outros estudos do passado, lembrados pela reportagem do Washington Post, já haviam apontado o descaso do Instagram no combate ao assédio que as mulheres sofrem no aplicativo.

Via Washington Post (em inglês).


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