Ativista processará Meta por uso de dados para publicidade

Ativista irá à mais alta corte britânica para assegurar seu direito de não ter seus dados usados pela Meta para direcionamento de publicidade

Uma mulher contra a Meta. A ativista de direitos digitais Tanya O'Carroll está processando a empresa dona do Facebook e Instagram na Justiça inglesa pelo direito de não ter seus dados pessoais usados para publicidade, segundo anúncio feito por ela mesma nesta segunda-feira (21.nov.22).

O ARGUMENTO. Segundo a ação, as pessoas têm o direito de usar o Facebook sem que isso dê à empresa a permissão para usar seus dados e perfilá-los para publicidade.

  • Desde que a GDPR (o que seria equivalente à nossa Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD) foi adotada no Reino Unido em 2018, usuários têm o "direito à objeção", que os permite rejeitar que seus dados sejam usados com esse propósito. Mas a Meta está lutando contra a objeção de O'Carroll, que também é fellow da Foxglove - organização sem fins lucrativos "que luta para tornar a tecnologia justa para todos".

DISCRIMINAÇÃO. Segundo a ação, os mecanismos de vigilância da Meta, que armazenam dados de usuários para perfilá-los para publicidade, já demonstraram alimentar discriminação e danos a crianças.  Como exemplos, a ação cita que esse controle dos dados já permitiram que anunciantes excluíssem pessoas de anúncios sobre moradia, empréstimos ou empregos por conta de sua raça, gênero ou idade.

IMPLICAÇÕES. Se a mais alta corte britânica der uma vitória à ativista, isso abrirá um precedente poderoso para usuários no Reino Unido e na Europa que tiveram de aceitar as condições das plataformas para seguir usando seus serviços.

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