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O Twitter silenciosamente removeu proteções para seus usuários transgêneros que estavam em vigor em sua Política de Discurso Violento.

A mudança foi notada pelo grupo de direito LGBTQ GLAAD, que descreveu a alteração como “o último exemplo de como a empresa é insegura para usuários e anunciantes”.

Segundo o Wayback Machine, ferramenta que permite visualizar versões antigas de sites, a mudança ocorreu em 8.abr.2023.

O QUE ROLOU? Na seção que proíbe ataques a usuários com insultos, preconceitos e “outros conteúdos que visam desumanizar, degradar ou reforçar estereótipos negativos ou prejudiciais sobre uma categoria protegida”, o Twitter removeu especificamente um trecho que classificava “o enquadramento intencional com o gênero errado ou o uso do nome de nascimento de indivíduos transgêneros” como discurso de ódio.

O QUE ISSO SIGNIFICA? Que os usuários transgênero agora não têm mais uma proteção explícita contra a prática conhecida como deadnaming (usar o nome de nascimento de uma pessoa transgênero) e misgendering (referir-se a uma pessoa com o gênero pelo qual ela não se identifica).

MAS… O Twitter (ainda) não removeu completamente proteções aos usuários trans e LGBTQ+. A política ainda proíbe explicitamente discriminação com base em “raça, etnia, origem nacional, casta, orientação sexual, gênero, identidade de gênero, afiliação religiosa, idade, deficiência ou doença grave”.

POSICIONAMENTO. “Empresas de rede social comprometidas em manter ambientes seguros para pessoas LGBTQ deveriam estar trabalhando para melhorar as políticas de discurso de ódio, não excluindo as antigas”, afirmou a presidente e CEO da GLAAD, Sarah Kate Ellis, em um comunicado.

OUTRO LADO. O Twitter não se posicionou sobre o caso. A empresa não tem assessoria de imprensa.

Texto Sofia Schurig
Edição Laís Martins
Twitter/X
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