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O Twitter acusou a Meta de violação de propriedade intelectual e de ter contratado ex-funcionários da rede social de Elon Musk para construir sua mais recente rede social, a Threads – lançada na quarta-feira (5.jul.2023).

A informação foi relevada primeiro pelo site Semafor.

A Threads é uma rede social baseada em texto com basicamente a mesma dinâmica do Twitter, embora ainda mais simples.

Primeiras impressões do Threads, novo clone do Twitter
Nova rede social da Meta parece o Twitter e o Instagram ao mesmo tempo.

CARAMBA. Sim. Em uma carta assinada por um advogado do Twitter, Alex Spiro, e endereçada ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o Twitter ameaçou tomar medidas judiciais por uma alegada apropriação dos segredos comerciais.

Segundo a carta, "no último ano, a Meta contratou dezenas de ex-funcionários do Twitter", os quais "tinham e continuam tendo acesso aos segredos comerciais e outras informações altamente confidenciais".

O Twitter, então, acusa a Meta de ter deliberadamente designado esses funcionários para o desenvolvimento da Threads.

AMEAÇA. O Twitter disse tem a intenção de fazer valer seus direitos de propriedade intelectual, exigindo que a Meta pare de usar quaisquer segredos comerciais.

QUE MAIS? Seguindo a intenção de Musk de fechar o acesso aos dados de sua plataforma para o mundo exterior, a carta diz que a Meta está "expressamente proibida" de raspar dados de seguidores do Twitter.

Também pediu para que Meta preserve documentos que possam ser relevantes em um eventual litígio.

CONTEXTO. Desde que assumiu o controle do Twitter, no fim de out.2023, Elon Musk demitiu mais de 80% da sua força de trabalho (cerca de 6.500 pessoas), e o produto nunca mais foi o mesmo depois disso.

O Twitter enfrentou vários problemas após as demissões. Houve alguns grandes "apagões", indicando a fragilidade da infraestrutura da rede social.

Leia aqui a carta na íntegra (revelada pelo Semafor)

Via Semafor (em inglês)

Twitter/XThreadsMetaInstagram
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