O Google ofereceu a veículos como o New York Times, Washington Post e Wall Street Journal uma ferramenta de inteligência artificial conhecida internamente como “Genesis”, que pode receber informações, como detalhes de eventos atuais, por exemplo, e gerar conteúdo de notícias.

Ou seja, a Big Tech propôs fornecer a alguns dos maiores veículos de imprensa do mundo uma ferramenta que, há meses, a classe jornalística teme que prejudique a qualidade e até a existência do seu trabalho.

IA PARA JORNALISTAS. Uma reportagem do NYT, publicada na quarta-feira (19.jul.23), revelou que o Google está testando uma IA para jornalistas, com o objetivo de atuar como assistente pessoal, automatizando tarefas para liberar tempo.

A empresa vê essa tecnologia como uma forma responsável de evitar as armadilhas da IA generativa na indústria editorial. No entanto, segundo a matéria, pessoas que viram a proposta consideram a ferramenta carente de compreensão do esforço necessário para produzir reportagens precisas, e consideraram a inteligência artificial perturbadora.

Em mai.23, o Google fechou um acordo de US$ 100 milhões com o NYT para remunerar o jornal ao longo de três anos pela exibição do conteúdo produzido pelo jornal em sua plataforma.

OUTRO LADO. Na madrugada de quinta-feira, a assessoria de imprensa do Google publicou um tweet com uma resposta à reportagem.

“[...] Nosso objetivo é dar aos jornalistas a opção de usar essas tecnologias emergentes de uma forma que melhore seu trabalho e produtividade, assim como estamos disponibilizando ferramentas de assistência para pessoas no Gmail e no Google Docs.

Simplesmente, essas ferramentas não pretendem e não podem substituir o papel essencial que os jornalistas têm em reportar, criar e verificar os fatos de seus artigos.”

Via New York Times (em inglês)

Texto Sofia Schurig
Edição Sérgio Spagnuolo
GoogleInteligência Artifical
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