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O assassinato da vereadora Marielle Franco, que completou 5 anos em 2023 apresentou, nesta segunda-feira( 24.jul.2023), avanços significativos para se chegar aos mandantes do crime.

Em delação premiada à Polícia Federal, um dos acusados de matar a vereadora do PSOL, Élcio Queiroz, explicou em detalhes como diversos aplicativos fora usados para o planejamento do crime, especialmente o app de mensagens criptografadas Confide.

Segundo o depoimento, o aplicativo era usado para quaisquer comunicações "profissionais" entre associados do ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o atirador do crime que também matou o motorista Anderson Gomes.

Élcio comentou que todos os conhecidos dele usavam o mesmo aplicativo.

O Confide impede o chamado "print de tela" pelo celular e também tem outros recursos que dificultam o rastreamento de mensagens, como ter que utilizar um dedo na tela a todo momento para ver um texto e mensagens que se auto-destroem.

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HISTÓRICO DO APP. O aplicativo, criado em 2014, começou a fazer sucesso com advogados e empresários a partir do ano seguinte, substituindo o Telegram como opção dentre aplicativos de mensagens mais seguros.

Reportagens dos anos seguintes, porém, deixaram exposto o quanto o aplicativo era vulnerável. Em 2017, o empresário Joesley Batista se utilizou de uma filmagem de outro celular para driblar a suposta segurança anti-print do Confide para registrar conversa com ex-assessores do ex-presidente Michel Temer.

Reportagem/Texto Leonardo Coelho
Edição Sérgio Spagnuolo
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