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A Meta "vicia" jovens em suas redes sociais, coleta dados privados de crianças e adolescentes sem o consentimento de seus responsáveis e ainda distorce evidências sobre os danos de suas plataformas à saúde mental dessas faixas etárias, acusou uma ação civil assinada por 33 estados dos EUA e ajuizada na terça-feira (24.out) em um tribunal da Califórnia.

LACRADA. No texto da petição inicial do processo, procuradores norte-americanos afirmam que:

A Meta usou tecnologias poderosas e sem precedentes para atrair, envolver e, em última análise, seduzir jovens e adolescentes. A sua motivação é o lucro e, ao buscar maximizar seus ganhos financeiros, a Meta tem enganado repetidamente o público sobre os perigos substanciais de suas plataformas de mídia social.

RESSARCIMENTO. Os procuradores estaduais pedem que a Meta seja considerada culpada por violações aos direitos de crianças e adolescentes e por práticas comerciais enganosas.

Eles também querem que a plataforma seja obrigada a ressarcir os jovens que tenham sofrido prejuízos com seu modus operandi, o qual, segundo a ação, induz jovens ao vício.

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#chateado. Em nota à imprensa norte-americana, a Meta disse estar "desapontada" com os procuradores, que teriam preferido processar a plataforma a "trabalhar de forma produtiva com a indústria na criação de padrões claros e compatíveis à faixa etária nos muitos aplicativos que adolescentes usam".

ESQUEMA DO ZUCKERBERG. De acordo com os procuradores norte-americanos, a Meta teria posto em prática um "esquema" dividido em quatro passos para lucrar às custas da saúde mental de crianças e adolescentes:

  • Primeiro, a Meta criou um modelo de negócio focado em maximizar o tempo e atenção que usuários jovens gastam em suas plataformas;
  • Depois, desenvolveu redes sociais que induzem crianças e adolescentes a usá-las de forma compulsiva, ao passo que mentia ao público sobre a segurança dessas plataformas;
  • Em seguida, publicou uma série de relatórios enganosos sobre uma suposta baixa incidência de danos à saúde de usuários jovens por parte de seus produtos digitais;
  • Por fim, apesar de pesquisas científicas e até relatórios internos da Meta mostrarem o contrário, a empresa seguidamente se recusou a abandonar práticas danosas e publicamente subestimou o impacto delas na saúde mental e física de crianças e adolescentes.

Nove outros estados norte-americanos também ajuizaram ações em seus respectivos tribunais estaduais, o que eleva para 41 (mais o distrito federal de Washington D.C.) o total de estados norte-americanos litigantes contra a Meta neste caso.

Via Bloomberg, Reuters e CBS (em inglês)

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