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A NBC News descobriu que os primeiros resultados de buscas por nomes de muitas mulheres e pelas palavras “deepfakes”, “pornografia deepfake” ou “nudes falsos” no Google e no Bing, da Microsoft, eram deepnudes pornográficos com semelhanças de celebridades femininas.

RESULTADOS. A NBC News pesquisou a combinação de nomes e a palavra “deepfakes” com 36 celebridades femininas no Google e no Bing. As pesquisas foram realizadas com as ferramentas de busca segura desativadas.

  • Das pesquisas, 34 no Google e 35 no Bing continham links para deepnudes não consensuais.
  • Mais da metade dos resultados envolviam dois sites populares de hospedagem de deepfakes.

SUGESTÕES. Ao buscar no Google por “nudes falsos”, foram encontrados links para aplicativos e programas destinados à criação de pornografia deepfake não consensual nos seis primeiros resultados.

Já no Bing, a mesma pesquisa apresentou dezenas de resultados semelhantes antes de surgir um artigo sobre os problemas associados a esse fenômeno, segundo a reportagem.

Inteligência artificial é usada para criar nudes falsos de mulheres
Deep fakes são frequentemente ilegais e podem ser usadas para expor, constranger e assediar mulheres, as quais não deram consentimento para exploração de suas imagens

OUTRO LADO. O Google permite que vítimas de deepfake solicitem a remoção desse conteúdo dos resultados de pesquisa por meio de um formulário. Mas, segundo a NBC, a empresa não está proativamente pesquisando e deslistando esses resultados.

A NBC não encontrou as políticas de conteúdo do Bing que abordam conteúdo de IA generativa.

LEIS. Nos Estados Unidos, vários estados promulgaram ou introduziram leis para regulamentar o uso de deepfakes, especialmente em eleições. O país terá uma eleição presidencial este ano. No Brasil, ainda não existe uma legislação específica que regulamente esse tema.

Via NBC News (em inglês)

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