O que as redes revelam sobre o autor do atentado contra Kirchner

Até agora não há indícios de que Fernando Montiel seja bolsonarista. Em suas redes sociais, ele não tratava de política brasileira.

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Na noite desta quinta-feira (1), em Buenos Aires, o brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel (35) tentou assassinar a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com um tiro à queima-roupa, mas seu revólver falhou.

Kirchner não se feriu, e Montiel foi preso.

Reunimos aqui algumas perguntas e respostas sobre o atentado.

O autor da tentativa de assassinato é bolsonarista?

Não há indícios disso até agora. Filho de pai chileno e mãe argentina, Montiel mora na Argentina há 20 anos e, em suas redes sociais, não tratava de política brasileira.

O que se sabe sobre ele até agora?

Montiel trabalhava como motorista de aplicativo. Havia sido preso em Buenos Aires em março de 2021, ao ser flagrado pela polícia em um carro sem placa, onde guardava uma faca de 35 centímetros, que alegou usar para defesa pessoal.

Em seus perfis nas redes sociais, que já foram removidos, Montiel se identificava como "cristão". Ele tem tatuagens de símbolos antigos que foram cooptados pelo nazismo, como o sol de ferro em um dos seus cotovelos.

Reprodução

Qual é a motivação do atentado?

Ainda não se sabe. Mas os ânimos estão acirrados na Argentina. O país vive uma crise econômica, com inflação descontrolada, o que deteriorou a popularidade do governo de Alberto Fernández, do qual Kirchner é vice. Além disso, em agosto, um promotor pediu prisão de 12 anos para a vice-presidente em uma acusação de corrupção. À época, um político da oposição chegou a defender a pena de morte para ela.

Por que havia tanta gente ao redor de Kirchner durante a tentativa de assassinato?

Há dias, apoiadores e opositores do governo têm se reunido na frente da casa dela, no bairro de Recoleta, para protestar.

Quantas pessoas cuidavam da segurança da vice-presidente?

Cerca de 100 agentes.


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