Bolsistas relatam nas redes efeitos dos cortes do MEC

Mais de 200 mil pesquisadores da Capes ficarão sem pagamento. Cerca de 14 mil residentes de hospitais universitários também deixarão de receber

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Mais de 200 mil alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado deixarão de receber suas bolsas, cujo depósito estava previsto para esta quarta-feira (7.dez).

O motivo é o corte orçamentário imposto pelo Ministério da Educação à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que divulgou uma nota sobre o assunto nesta terça-feira.

Na segunda-feira, o ministro da Educação, Victor Godoy, já tinha informado à equipe de transição de governo que a pasta também não conseguirá pagar os 14 mil médicos residentes que trabalham nos hospitais universitários federais.

"Como você reagiria se o empregador ou a empresa onde você trabalha de repente avisasse que não tem dinheiro para pagar o seu salário em um dos principais meses do ano, como dezembro?", perguntou o ex-bolsista da Capes Maicon Milanezi no TikTok.

@maiconmilanezi SEM VERBA💸 O Ministério da Educação (MEC) não tem como pagar em dezembro os 14 mil médicos residentes de hospitais federais e outros cerca de 100 mil bolsistas da Capes após congelamento de verbas decretado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) na semana passada. A informação foi passada pelo atual ministro da Educação, Victor Godoy, à equipe de transição em reunião nesta segunda-feira, 5. Este foi o primeiro encontro com o governo eleito sobre a área da educação. “Nossa maior preocupação é o não ter como pagar os serviços já executados para o MEC, para as universidades, para o Inep”, disse Henrique Paim, coordenador da equipe de educação de transição, ex-ministro e atual professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). São recursos que deveriam ser pagos até o fim do ano, mas um decreto do presidente, do dia 1º, zerou totalmente o caixa do MEC. Segundo Paim, o próprio ministro se mostrou preocupado na reunião. Os 14 mil médicos residentes que atuam em hospitais universitários federais têm um custo de R$ 65 milhões. Neles estão incluídos, por exemplo, os que trabalham no Hospital São Paulo, na capital, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) são 100 mil em mestrado, doutorado e pós doutorado no Brasil e no exterior e outros 60 mil em bolsas de formação de professores. Fonte: Estadão #educacao #pesquisa #forabolsonaro #mec #bolsista #capes ♬ som original - Maicon Milanezi

Os valores, que já são baixos (R$ 1.500 para mestrado, R$ 2.200 para doutorado e R$ 4.100 para pós-doutorado), estão defasados há quase uma década.

Além disso, os pesquisadores precisam se dedicar aos estudos com exclusividade, e a bolsa é sua única fonte de renda.

Selecionamos abaixo alguns depoimentos e análises sobre as consequências dos cortes.

"Pessoas sem saber como vão comer amanhã"

"Não recebe décimo terceiro salário"

"Não tem dinheiro para água"

"Federais paradas"

O Gil do Vigor se juntou aos protestos com a hashtag #PagueMinhaBolsa.

E foi parar no TikTok.

@joaoerickcosta A educação sofre mais um ataque do governo bolsonaro. Estudantes de pós-graduação, bolsistas da CAPES e médicos residentes que vivem neste momento a apreensão de não saberem se receberão a bolsa de dezembro. #fy #foryou #vaiprofycaramba #bolsonaro #bolsonaro2022 #lula #lula2022 #forabolsonaro ♬ original sound - main account got banned

Cabe até um comentário espirituoso como o da Camis, que é mestranda, mas a situação é muito, muito grave.

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