Deus nos livre de mais um debate com o padre de festa junina

O William Bonner ficou transtornado com tantos desrespeitos às regras e pedidos de direito de resposta #NúcleoNasEleições

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Resumo do último debate presidencial de 2022, na Globo: se cobrisse virava circo; se cercasse virava hospício.

E, se servissem umas tortas, virava Passa ou Repassa.

O falso padre, o candidato Padre Kelmon (PTB), foi de novo o assunto mais comentado.

Ele repetiu as palhaçadas do debate do SBT, levantando temas irrelevantes e a bola do Bolsonaro. E inovou na Globo ao interromper repetidamente a fala dos outros candidatos.

Pelo menos a Soraya Thronicke mandou uma sequência impressionante contra o Jorge Aragão do mal: chamou o cara de Kelson, Kelvin, "candidato padre" e "padre de festa junina", além de perguntar se ele não tinha medo de ir para o inferno.

Em alguns momentos, bolsonaristas pareciam estar mais empolgados com a performance do falso padre do que com a do "mito".

O Lula se saiu bem melhor na Globo do que tinha se saído na Band, mas, em seu pior momento, chegou a cair na pilha do baderneiro de bandana.

Cúmplices do Bolsonaro, como o Sorocabannon, comemoraram.

Em vários momentos os candidatos ignoraram o assunto sorteado das perguntas. Como quando o Luiz Felipe d'Avila tinha que questionar o Lula sobre cotas raciais e acabou falando de... corrupção.

O William Bonner ficou abalado de tanto ter que botar ordem naquela zona e de lidar com os pedidos infinitos de direito de resposta. Quase meteu um quiet quitting ao vivo.

Parafraseando o Ciro Gomes de 2018, que ficou um pouco apagado neste último debate: a democracia é uma delícia, mas tem certos custos.

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