Telegram considerou restringir uso na Rússia e na Ucrânia, mas desistiu após apelo de usuários

Em menos de uma hora, CEO da empresa desistiu de seus planos para combater desinformação, a pedido de usuários

O Telegram considerou restringir seu uso na Rússia e na Ucrânia, a fim de evitar que a plataforma seja utilizada como arma de propaganda, mas, frente a apelos de vários usuários, desistiu da ideia, informou o CEO da empresa, Pavel Durov, neste domingo (27.fev).

"Muitos usuários nos pediram para não considerarmos desabilitar os canais do Telegram pelo período do conflito, já que somos a única fonte de informação para eles. Em vista desses pedidos, decidimos não considerar tais medidas. No entanto, mais uma vez peço que verifiquem e não acreditem nos dados que são publicados nos canais do Telegram durante este período difícil", disse Durov em seu canal pessoal na rede, em russo. (O Núcleo utilizou Google Tradutor e editou a tradução para maior clareza).

Essa mensagem foi publicada às 13h01 (hora de Brasília). Meia hora antes, às 12h25, outro post de Durov dizia que a empresa estava considerando limitar o uso dessas redes nas áreas de conflito.

"Canais de Telegram estão se tornando, cada vez mais, uma fonte de informações não verificadas relacionadas a eventos ucranianos. Não temos a capacidade física de verificar a precisão de todas as publicações do canal", disse Durov em seu canal, em russo.

"Peço aos usuários da Rússia e da Ucrânia que suspeitem de qualquer informação distribuída no Telegram neste momento. Não queremos que o Telegram seja usado como uma ferramenta que agrava conflitos e incita o ódio étnico."

"Em caso de agravamento da situação, consideraremos a possibilidade de restringir parcial ou totalmente a operação dos canais do Telegram nos países envolvidos durante o conflito", afirmou no post publicado às 12h25 (hora de Brasília).



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