Sheryl Sandberg anuncia saída da Meta

Braço direito de Mark Zuckerberg, executiva alavancou o modelo de negócios do Facebook

Braço direito (e esquerdo) de Mark Zuckberg, Sheryl Sandberg anunciou nesta quarta-feira (01.jun) que está de saída da Meta (ex-Facebook), onde ocupou o cargo de chefe de Operações pelos últimos 14 anos.

Em um longo post no Facebook, a executiva diz que está preparando sua saída e deixará a empresa no segundo semestre para se concentrar na sua fundação e projetos de filantropia. Sandberg continuará com uma cadeira no Conselho de Administração da Meta.

Na carta, ela também comenta sobre o papel das redes sociais e diz acreditar que plataformas continuarão sendo um "motor de crescimento" para negócios ao redor do mundo. A tradução é do Núcleo:

"O debate sobre redes sociais mudou para além do imaginável desde aqueles primeiros dias. Dizer que não foi fácil é um eufemismo. Mas tem que ser difícil. Os produtos que desenvolvemos têm um impacto gigante, então temos a responsabilidade de construí-los de maneira que proteja a privacidade e mantenha pessoas seguras. Assim como eu acredito inteiramente na nossa missão, nossa indústria e o enorme poder positivo de conectar pessoas, eu e os dedicados funcionários da Meta sentimos as nossas responsabilidades profundamente".

FB antes e depois de Sheryl: A executiva chegou ao Facebook vinda do Google, onde alavancou o braço de negócios da empresa, numa época em que a rede social de Mark Zuckerberg ainda nem tinha o botão de curtida.

No FB, ela também se consagrou como o nome por trás do modelo de negócios e anúncios da empresa. Foi sob o comando de Sandberg que a empresa passou a usar dados de seus usuários para permitir publicidade ultra-direcionada.

Ela informou que deixará seu cargo executivo, mas continuará com uma cadeira no Conselho de Administração da empresa.

Controversas: como um dos principais nomes da empresa, Sandberg também não passou ilesa pelos escândalos que afetaram a Meta nos últimos anos.

No caso do Cambridge Analytica, o papel da executiva foi amplamente examinado e ela admitiu que faltou atenção à privacidade e dados dos usuários. Ao falar sobre a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos, em janeiro de 2021, ela tentou jogar a culpa em outras plataformas menores, embora o papel do FB tenha sido amplamente documentado.

Texto Laís Martins
Edição Sérgio Spagnuolo

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