Kylie Jenner não está curtindo o Instagram; diretor do aplicativo tenta se justificar

A Kardashian criticou os experimentos do Instagram à sua base de milhões de usuários. Adam Mosseri tenta explicar a “tiktokzação” da rede.

Adam Mosseri, diretor da Meta responsável pelo Instagram, foi às redes para tentar baixar a pressão que o aplicativo vem sofrendo.

O QUE HOUVE? A tiktokzação do Instagram segue firme, com mais conteúdo em vídeo de perfis que o usuário não segue sendo empurrados.

Nesta segunda, Kylie Jenner, a segunda pessoa com mais seguidores no Instagram do mundo, publicou um story criticando os experimentos recentes da Meta. Na mensagem, lê-se:

Print do story da Kylie Jenner pedindo para que o Instagram volte a ser o que era antes.
Imagem: Instagram/Reprodução.
Faça o Instagram ser o Instagram de novo. (Pare de tentar ser o TikTok, eu só quero ver fotos fofas dos meus amigos.) Atenciosamente, todo mundo. Por favorrrrrrrr

Os constantes experimentos também têm incomodado “criadores” menores e pessoas comuns, de várias partes do mundo.

MEA CULPA. Coincidência ou não, na manhã desta terça (26.jul) Mosseri foi às redes com um vídeo explicando algumas decisões mal recebidas pelos usuários. “Tem muita coisa acontecendo no Instagram agora”, começa dizendo.

Sobre os vídeos que ocupam a tela inteira, ou seja, a interface clonada, ele disse que por ora trata-se de um teste e que ainda tem coisas que precisam ser melhoradas antes dessa interface ser estendida a todos os usuários.

Quanto à justificativa para a mudança (que atinge fotos também), é porque, segundo Mosseri, a experiência em tela cheia é “mais divertida e engajadora”.

O segundo tópico é referente às fotos. Em 2021, o mesmo Mosseri disse que o Instagram não era mais um aplicativo de fotos. Agora, o discurso mudou: “Continuaremos suportando fotos — é parte da nossa herança, eu amo fotos e sei que muitos de vocês também amam.”

Mas, prossegue, ele diz que acredita que o Instagram será cada vez mais dominado por vídeos, “mesmo se não mudássemos nada”, assegura. Por isso (e só por isso), o Instagram estaria dando mais atenção a vídeos e aos Reels.

Por fim, Mosseri fala das recomendações algorítmicas de perfis que o usuário não segue.

“A ideia é ajudá-lo a descobrir coisas novas e interessantes no Instagram que você nem sabe que existe”, explica didaticamente. Por outro lado, o Instagram quer ajudar os “criadores”, em especial os pequenos, a alcançarem um público maior.

Achou ruim? Mosseri diz que é possível suspender as recomendações do algoritmo (mas só durante um mês) e acessar o obscuro feed cronológico. De qualquer forma, o Instagram continuará investindo em recomendações algorítmicas. Tipo o TikTok.

Via @mosseri/Twitter, The Verge (ambos em inglês), Uol Tilt.

Post feito em parceria com o Manual do Usuário

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