Redes sociais não dizem se estão investindo em moderação para as eleições 2022

Veículos de comunicação questionam as redes sobre equipes de moderação e investimento em automação.

A menos de três meses das eleições, as redes sociais comerciais continuam deixando a desejar nos esforços e transparência para conter a desinformação eleitoral no Brasil.

O QUE HOUVE? A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

RESPOSTAS. Telegram não respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, não responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as eleições dedica “mais esforços desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas”.

Em julho, o Núcleo questionou o Twitter sobre a curadoria do conteúdo eleitoral da plataforma e a resposta foi tão vaga quanto à dada para a Folha.

Twitter dá respostas vagas sobre curadoria em eleições
Parte da curadoria de conteúdo eleitoral é feita pelo algoritmo, mas não fica claro exatamente quais sinais são levados em consideração na seleção

O QUE MAIS? Em novembro de 2021, lembra a Folha, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (Ministério Público Federal em São Paulo) fez questionamento similar à Meta.

O órgão do MPF também levrou um drible da comunicação da empresa norte-americana, que respondeu sem responder diretamente os questionamentos feitos.

NOTA RELACIONADA. No domingo (7.ago), o jornal O Globo mostrou que candidatos a deputado estadual e federal bolsonaristas têm explorado brechas na moderação das redes da Meta (Facebook e Instagram) impulsionar desinformação.

Um levantamento feito pela NetLab, laboratório vinculado à Escola de Comunicação da UFRJ, a pedido do jornal carioca encontrou 21 anúncios na plataforma da Meta que atacam com mentiras a segurança da urna eletrônica.

O levantamento compreendeu o período entre 26 de junho e 31 de julho.

Embora os termos de uso da Meta não proíbam esse tipo de anúncio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a vetar, em 2021, mentiras e descontextualizações sobre o pleito na resolução que define as regras da propaganda eleitoral.

As regras das redes sociais para anúncios políticos
Núcleo explica regras para publicidade política nas maiores redes em atuação no Brasil

Via Folha de S.Paulo, O Globo.

Post feito em parceria com o Manual do Usuário


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