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A campanha do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quarta-feira (14.set.2022) ação no Tribunal Superior Eleitoral solicitando que a corte peça esclarecimentos ao Google sobre o alegado privilégio dado pelo YouTube a vídeos da Jovem Pan na plataforma.

A ação baseia-se em estudo da NetLab UFRJ divulgado pela Folha de S. Paulo na terça-feira (13.set.2022), que identificou um privilégio dado a conteúdos pró-Bolsonaro da Jovem Pan na recomendação de vídeos a usuários novos no YouTube.

"A Rede Jovem Pan, por sua vez, tem evidente tendência ideológica, sendo feroz crítica dos candidatos pela Coligação Brasil da Esperança e complacente com o sr. Jair Bolsonaro, que contava inclusive com a 'parceria' da rede de comunicação para retransmitir suas 'lives' semanais", diz a ação.

DESCUMPRIMENTO. A campanha de Lula e a Coligação Brasil da Esperança alegam no documento que os fatos trazidos à tona no estudo indicam que o YouTube não estaria cumprindo com o Memorando de Entendimento assinado junto ao TSE, pois falha em "conceder acesso aos seus usuários a um contexto amplo de informações de fontes confiáveis".  

A ação propõe que o "Tribunal Superior Eleitoral solicite da Google Brasil esclarecimentos sobre o cumprimento do Memorando de Entendimento assinado por ambas as partes e, sobretudo, quais serão as medidas adotadas para fazer cessar a irregularidade assinalada pelo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro acima mencionado".

Texto Laís Martins
Edição Sérgio Spagnuolo
YouTubeGoogleEleições 2022
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