Em vez de se desculpar por post antissemita, Kanye West compra rede extremista

CEO do Parler, app usado para organizar a invasão do Capitólio, é casado com Candace Owens, que vestiu com o rapper a camiseta "vidas brancas importam"

O que você faria se fosse bloqueado do Twitter e do Instagram por ter postado conteúdo antissemita?

a) inventaria que foi hackeado.
b) pediria desculpas a quem "se sentiu ofendido".
c) compraria uma rede social de extrema direita.

O rapper Kanye West (que desde 2021 se chama Ye) escolheu a terceira opção. A plataforma em questão é o Parler, que nós já definimos aqui no Núcleo como a "rede social que por alguns poucos meses foi uma das principais plataformas da extrema direita nos Estados Unidos" — a invasão do Capitólio, por exemplo, foi organizada nele e em outros apps.

"Em um mundo onde as opiniões conservadoras são consideradas controversas, temos que nos certificar de que temos o direito de nos expressar livremente", afirmou Ye em um comunicado à imprensa.

A empresa Parlement Technologies, responsável pelo app, anunciou nesta segunda-feira (17.out) que chegou a um acordo com o rapper para a aquisição, que deve ser concretizada neste último trimestre de 2022.

Só nos últimos dias, além de ter sido bloqueado por duas redes sociais, Ye disse que George Floyd não foi asfixiado e apareceu usando uma camiseta com os dizeres "vidas brancas importam".

O CEO do Parler, George Farmer, é casado com a influenciadora conservadora Candace Owens, que participou com Ye da Semana de Moda de Paris usando a tal camiseta.

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