TSE confirma desmonetização de Brasil Paralelo e canais bolsonaristas

Ministros formaram maioria para manter decisão de Benedito Gonçalves; divergência se deu em vedação à exibição de documentário sobre facada #NúcleoNasEleições

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formaram maioria nesta quinta-feira (20.out) para referendar a decisão do corregedor-eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, de terça-feira (18.out), de determinar que o Youtube desmonetize os canais do Brasil Paralelo, Folha Política, Foco do Brasil e DR. News.

A decisão de Gonçalves suspendia, ainda, a veiculação de um documentário do Brasil Paralelo, além de pedir a intimação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos - RJ).

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com um pedido de investigação no TSE de um “ecossistema de desinformação” e apontou Carlos Bolsonaro, responsável pela campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas mídias digitais, como um dos organizadores da rede de desinformação bolsonarista.

Decisão do TSE devassa dezenas de perfis bolsonaristas
São 81 citados: 47 pessoas e o restante responsáveis por perfis, grupos e canais; Bolsonaros estão na lista

Votos. O presidente e vice-presidente do tribunal, ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, respectivamente, e a ministra Carmem Lúcia, acompanharam o voto do relator.

Os ministros Raul Araújo Filho, Sérgio Banhos e Carlos Horbach divergiram parcialmente da decisão de Gonçalves.

A divergência se deu pelo ponto da suspensão da exibição do documentário do Brasil Paralelo "Quem mandou matar Jair Bolsonaro?". Em seu voto, Araújo levantou preocupação sobre a ação da Corte representar uma censura prévia.

  • "Devemos observar aquela forma de atuação bem típica do Judiciário, bem distante de qualquer ativismo, operando apenas sobre o passado, evitando o risco de um atuar prospectivo, que a pretexto de preservar a ordem democrática, na realidade promove seu enfraquecimento, sua fragilização ao restringir sua liberdade de pensamento, artística e de informação", disse Araújo.

A suspensão da exibição do documentário do Brasil Paralelo, produtora audiovisual de conteúdos e cursos conservadores e de revisionismo histórico, no entanto, ficou confirmada até 31.out, dia seguinte ao segundo turno.

Contexto. Na terça-feira, Gonçalves havia deferido parcialmente medida liminar em ação de investigação judicial eleitoral proposta pela coligação da campanha de Lula.

A ação pediu a investigação de 81 pessoas ou páginas, inclusive de Bolsonaro e três de seus filhos, pela suposta utilização de redes sociais "para promover deliberada produção e difusão exponencial de notícias sabidamente falsas destinadas a atacar a candidatura de Lula, gerando caos informacional, com o propósito de usurpar o debate público e favorecer a campanha de Bolsonaro por meios sabidamente ilícitos".

Reportagem Laís Martins

Veja nossas publicações abertas

Você se inscreveu no Núcleo Jornalismo
Legal ter você de volta! Seu login está feito.
Ótimo! Você se inscreveu com sucesso.
Seu link expirou
Sucesso! Veja seu email para o link mágico de login. Não é preciso senha.
Por favor digite ao menos 3 caracteres 0 Resultados da busca