Ataque de Roberto Jefferson à PF divide grupos bolsonaristas

Alguns Bolsonaristas adoram tom oficial do presidente Jair Bolsonaro, enquanto outros criticam abandono de aliado #NúcleoNasEleições

Apoiar ou criticar o ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson (PTB)?

Essa é a principal dúvida que paira nos grupos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais desde domingo (23.out.22), quando Jefferson resistiu à prisão e atacou agentes da Polícia Federal com tiros de fuzil e granadas. Dois policiais ficaram feridos.

Segundo a colunista Bela Megale do jornal O Globo, a dúvida ronda até mesmo o comitê de campanha à reeleição do presidente.

Apesar dele tentar descolar sua imagem de Jefferson, chamando-o de “bandido”, "criminoso" e de mentir dizendo que não tinha nem foto com o ex-parlamentar, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e a influencer bolsonarista Te Atualizei criticaram a prisão.

Monitoramento do Núcleo nas redes sociais mostra que parte dos apoiadores seguiu a versão oficial da opinião do presidente e condenou a violência de Jefferson, enquanto outra parcela tratou o aliado de Bolsonaro como herói por ter resistido ao mandado de prisão expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que também preside do TSE.

Roberto Jefferson é o assunto mais comentado nesta segunda-feira (24.out) entre políticos, segundo o Political Pulse, aplicação do Núcleo que monitora as redes de políticos brasileiros.

Jefferson foi mencionado 165 vezes por políticos no Twitter, 82 no Facebook e 49 no Instagram.

No monitoramento geral do Núcleo, que inclui influenciadores e grupos políticos, Jefferson foi citado em 6.200 posts, com mais de 1,5 milhão de compartilhamentos nas últimas 24 horas.

ANÁLISE. De acordo com Letícia Capone, pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Internet e Política da PUC-Rio e professora de Comunicação na UFRJ, em um primeiro momento, a extrema-direita se articulou pela defesa de Roberto Jefferson, acusando o ministro Alexandre de Moraes de censura e autoritarismo.

"Após a informação de que Jefferson teria atirado e utilizado granadas contra os policiais, o presidente Jair Bolsonaro administrou o tom, tratando Roberto Jefferson como criminoso, na tentativa de se descolar do ex-presidente do PTB". disse a pesquisadora.

"Então sua base de apoio se dividiu entre os que embarcaram no contra-argumento do mandatário e os que criticaram a posição e o abandono de mais um aliado – como Paulo Figueiredo, comentarista da Jovem Pan, e Allan dos Santos."

Edição Sérgio Spagnuolo

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