Qual é a do Lensa, o app que cria avatares com inteligência artificial?

Você provavelmente já viu alguma “obra” do Lensa nas suas redes sociais.

É provável, a essa altura, que alguns (ou muitos) dos seus contatos em redes sociais tenham trocado seus avatares por ilustrações meio psicodélicas deles mesmos.

Essas imagens foram feitas pela inteligência artificial de um aplicativo chamado Lensa, da Prisma Labs. São os “avatares mágicos”.

COMO ASSIM? O Lensa não é novo (foi lançado em dezembro de 2018), mas viralizou na última semana após o lançamento dos “avatares mágicos”, selfies criadas por inteligência artificial a partir de fotos enviadas pelo usuário.

As selfies são pagas e custam a partir de R$ 16,90.

PRIVACIDADE. Algumas pessoas estão se perguntando o que o Lensa faz com as fotos que recebe dos usuários que decidem pagar pelos avatares mágicos. Será algo nefasto?

À primeira vista, não. A política de privacidade do Lensa é explícita em dizer que as fotos do usuário só saem do celular para serem processadas pela inteligência artificial da companhia na nuvem (e são recebidas de forma anônima) e são apagadas em até 24 horas. (Cláusulas 4 e 5.)

Nenhum outro tipo de uso é previsto. Nesse sentido, parece ser uma aplicação segura para suas fotos.

OUTROS PROBLEMAS. Não que isso isente o aplicativo de problemas. Ilustradores estão ressentidos com a popularidade do Lensa, sentindo-se preteridos por um algoritmo.

Segundo a consultoria Sensor Tower, desde esta terça (29) o aplicativo era o mais popular entre os gratuitos e o mais rentável do Brasil na App Store (iOS) e o segundo mais popular para Android.

Fazendo o advogado do diabo, é difícil a seres humanos concorrerem com o Lensa porque o volume que a IA produz é sobre-humano.

Enquanto uma arte comissionada custa… sei lá, R$ 50, leva dias e resulta em uma ou poucas variações, o pacote mais robusto dos “avatares mágicos” do Lensa custa R$ 36, gera 200 ilustrações variadas que ficam prontas em 20 minutos.

Problema mais grave é o viés de racismo embutido na IA e que reforça o que alguns chamam de “dismorfia de Snapchat”.

“A IA muda nossa feição e muito do que entendemos como ‘belo’ deriva de traços eurocêntricos”, explica Gabriela Moura em uma postagem no LinkedIn. “Assim como a maioria dos filtros, o teste na AI me mostrou que meus traços naturais negróides foram mudados pra traços considerados popularmente mais ‘finos’: a pele clareou, o nariz afinou.”

ONDE BAIXAR? O Lensa está disponível para Android e iOS. O aplicativo é gratuito, mas alguns recursos, como os “avatares mágicos” criados por inteligência artificial, são pagos.

Post feito em parceria com o Manual do Usuário

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