Moderação no Twitter sofre com falhas sistêmicas

Desde que Elon Musk assumiu, moderação de racismo e spam foi prejudicada. Além disso, equipes para moderar pornografia infantil foram reduzidas

O Twitter está dando sinais de que sua infraestrutura está com problemas desde que seu novo dono, o bilionário Elon Musk, resolveu demitir mais da metade dos funcionários.

Mas outra parte importante da plataforma, a moderação de conteúdo, ponto essencial para a manutenção de qualquer rede social atualmente, também está sofrendo com falhas sistêmicas.

Musk assumiu o controle do Twitterno fim de outubro. Em 18.nov, ele anunciou que “tweets negativos/de ódio” seriam “reduzidos e desmonetizados”, mas não explicou como essa nova política seria desenvolvida pela plataforma.

PORNOGRAFIA INFANTIL. Ao assumir o Twitter, Musk afirmou que combater o compartilhamento de pornografia na rede seria sua “prioridade número #1”.

Mas agora, segundo a Bloomberg, a equipe de moderação de pornografia e abuso infantil foi reduzida globalmente, passando de 20 para 10 pessoas. Em alguns locais, como na região da Ásia-Pacífico, restou apenas uma pessoa responsável por moderar essas postagens, segundo a Wired.

O Twitter possui um problema grave em relação à pornografia e abuso infantil distribuída na rede. Em 1.set.22, o The Verge reportou que o Twitter desistiu de criar um programa para monetização de conteúdo adulto ao descobrir que não consegue detectar e moderar eficientemente conteúdo sexual em larga escala na plataforma.

CONTEÚDO RACISTA. O Twitter está deixando de moderar 99% dos tweets racistas direcionados a jogadores da Copa do Mundo, segundo um novo relatório do Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH), reportado pelo The Guardian.

Os pesquisadores até identificaram tweets racistas logo abaixo de publicações das contas oficiais de times e seleções, que não foram removidos.

PROTESTOS NA CHINA. Desde semana passada, manifestantes se reúnem na China para protestar contra as políticas de Covid zero. Segundo o Washington Post, no domingo (27.nov), o Twitter passou a recomendar tweets com spam que citavam as cidades onde estariam ocorrendo protestos, atrapalhando aqueles que buscavam informações sobre os atos.

Ao jornal, um funcionário do Twitter não identificado disse que a empresa estava ciente do problema e trabalhando para solucioná-lo.

Edição Sérgio Spagnuolo

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