Pesquisa aponta dados sobre usuários do Rumble

Não é uma surpresa, mas os pesquisadores identificaram que o público da rede é composto por homens, brancos, de direita, com 30 a 49 anos

O Rumble, plataforma de vídeos que se propõe como uma alternativa ao YouTube e tem uma base orientada principalmente para a direita, possui um público de nicho que, em geral, confia e gosta do conteúdo da rede, apontou uma pesquisa conduzida pelo Instituto Pew Research Center divulgada na quarta (21.dez.22).

Para analisar os dados, os pesquisadores também entrevistaram usuários de outras plataformas alternativas, como Gab, Parler e Telegram, e compararam os resultados com os de redes mais estabelecidas, como Facebook e Twitter.

PÚBLICO DE NICHO. Um dos principais achados da pesquisa conta que, apesar de seus usuários fazerem barulho, nos EUA, as redes alternativas ainda atingem um público demográfico muito específico.

  • Segundo a pesquisa, enquanto 20% dos adultos dos EUA sabem o que é o Rumble, só 2% consomem notícias regularmente na plataforma;
  • Em contraponto, 31% usam o Facebook para ler as notícias, 25% usam o YouTube e 14% usam o Twitter;
  • 76% daqueles que consomem notícia no Rumble são mais orientados para o partido Republicano (que representa a direita nos EUA);
  • Segundo a pesquisa, a maioria dos usuários no Rumble é composta por homens (54%), brancos (67%), na faixa etária de 30 a 64 anos (63%);
  • 45% não possuem ensino superior, enquanto 54% possuem alguma formação de ensino superior ou além.

USUÁRIOS ESTÃO… FELIZES? 88% dos entrevistados afirmaram esperar receber notícias confiáveis e precisas via Rumble, enquanto 69% disse que as notícias consumidas na rede os ajudou a entender melhor os eventos atuais.

  • Enquanto isso, redes mais estabelecidas tem índices menores de confiança. Facebook e Twitter, por exemplo, foram classificados como fonte confiável por apenas 58% e 66% do entrevistados, respectivamente. No y=YouTube, o percentual é 77%.

“CENSURA”. No Rumble, a maioria das contas de influenciadores são administrados por pessoas físicas, e ao menos 22% deles foram banidos de ou desmonetizados em outras plataformas.

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