Nas redes, políticos repercutem tentativa de insurreição golpista em Brasília

Deputados de esquerda afirmam que parlamentares bolsonaristas participam de grupos golpistas. Parlamentares bolsonaristas apoiam insurreição

Na tarde de domingo, 8.jan.2023, bolsonaristas invadiram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, quebrando vidraças e causando danos, em uma tentativa de insurreição contra o governo Lula, que tomou posse no começo de 2023.

O Núcleo compilou uma série de tweets de políticos brasileiros e internacionais repercutindo o ataque as instituições nas redes sociais.

O presidente Lula se pronunciou no final da tarde de domingo. A assessoria do presidente transcreveu partes de seu discurso no Twitter. Durante o discurso, Lula anunciou uma intervenção federal no governo do Distrito Federal, e pediu que insurreicionistas sejam responsabilizados legalmente.

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden condenou o ataque as instituições em sua conta oficial do Twitter. “As instituições democráticas brasileiras têm nosso total apoio e a vontade do povo brasileiro não deve ser minada”, escreveu. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e outros parlamentares americanos também se posicionaram ao longo do dia.

O ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciou 7 horas após o começo dos ataques. “Ao longo do meu mandato, sempre estive dentro das quatro linhas da Constituição respeitando e defendendo as leis, a democracia, a transparência e a nossa sagrada liberdade. No mais, repudio as acusações, sem provas, a mim atribuídas por parte do atual chefe do executivo do Brasil”, escreveu.

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, se pronunciou no Twitter sobre os ataques no começo da noite de domingo. Durante a invasão ao prédio do Supremo, a porta do armário onde é guardada a toga usada em plenário pelo ministro chegou ser arrancada.

Pouco após o começo da invasão, o ministro da Justiça Flávio Dino usou o Twitter para criticar a insurreição e disse que o governo do Distrito Federal irá agir.

Horas após o começo da insurreição, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se manifestou pelo Twitter. Em uma thread, Lira disse que os responsáveis pelos atos golpistas serão identificados e punidos.

O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) pediu que os golpistas fossem responsabilizados e presos.

Já o deputado André Janones (AVANTE-MG) afirmou que alguns parlamentares fazem parte de grupos e canais dos insurrecionistas, e pediu a cassação de seus mandatos.

Sérgio Moro, senador eleito em 2022 pelo União Brasil (partido que possui 2 ministros no governo Lula), ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, apoiou os manifestantes golpistas e criticou a “repressão” do governo Lula contra a invasão.

O deputado Bibo Nunes (PL-RS) se posicionou de maneira favorável aos manifestantes, dizendo que a “voz do povo é soberana”.

Em uma thread, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) pediu que os insurrecionistas sejam responsabilizados e punidos legalmente. Ela também pediu uma investigação sobre supostos agentes de segurança pública envolvidos na invasão do Congresso.

No Facebook, o deputado Eros Biondini (PL-MG) publicou (e apagou) uma foto da invasão do Congresso com a legenda “A casa do povo!”.

Outros políticos, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o deputado Marcon (PT-RS) publicaram postagens no Facebook pedindo que os golpistas sejam responsabilizados legalmente.

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, disse no Twitter ter conversado com o governador do DF.

O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também se manifestou.

A presidente do PT e deputada, Gleisi Hoffmann (PT-RS), criticou a resposta do governo do DF e pediu que golpistas sejam punidos.

A senadora Kátia Abreu (PP-GO) questionou a falta de ação da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Em um fio no Twitter, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmou que é preciso respeitar a democracia e que houve uma tentativa de golpe no Brasil.

O deputado democrata Joaquin Castro, membro da Comissão de Relações Exteriores da Congresso dos Estados Unidos, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deve se refugiar na Flórida, onde ele estaria “se escondendo da responsabilidade dos seus crimes”.

O parlamentar norte-americano também disse à CNN dos Estados Unidos que Bolsonaro deveria ser extraditado.

A deputada democrata norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez também afirmou que os EUA “devem parar de conceder refúgio a Bolsonaro na Flórida”.  E relembrou o episódio do Capitólio.

“Quase 2 anos depois que o Capitólio dos EUA foi atacado por fascistas, vemos movimentos fascistas no exterior tentando fazer o mesmo no Brasil”, postou a deputada.

O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou seu apoio ao presidente Lula (PT) em um post em português.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, condenou os ataques contra as sedes da Presidência da República, do Congresso Nacional e do STF.

O senador americano Bernie Sanders se pronunciou pelo Twitter e condenou a insurreição. “Os ataques de hoje são exatamente o motivo pelo qual insisti para que o Senado aprovasse uma resolução apoiando eleições livres e democráticas no Brasil. Trata-se de saber se o Brasil é ou não uma democracia. Estamos ao lado do governo democraticamente eleito do país e condenamos esta violência autoritária”, escreveu.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também se manifestou contra o ataque às instituições brasileiras.

Edição Sérgio Spagnuolo e Julianna Granjeia

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