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Para quem ainda acredita que a rede social possa dar a volta por cima, as informações que chegam dos bastidores do Twitter não são muito animadoras.

O QUE HOUVE? A newsletter Platformer, que tem feito uma boa cobertura sobre os problemas recentes do Twitter, publicou um relato brutal com base em entrevistas com antigos e atuais funcionários da empresa.

Esses relatos contam que Elon Musk demitiu  um engenheiro sênior após ele dizer ao chefe que o declínio no alcance dos posts de Musk não tinha nada de artificial.

“Tenho mais de 100 milhões de seguidores e só estou conseguindo dezenas de milhares de impressões”, teria reclamado Musk.

O bilionário demandou que engenheiros do Twitter descobrissem o que havia de errado, ou seja, se havia alguma configuração diminuindo artificialmente seu alcance.

Não havia nada. Ao ser informado disso, Musk demitiu um engenheiro aos berros, gritando “Você está demitido, você está demitido”.

CONTEXTO. O episódio revela uma possível queda de engajamento generalizada e números pouco confiáveis.

A jornalista norte-americana Taylor Lorenz criou uma conta com cadeado (privada) no Twitter, não aceitou ninguém e, mesmo assim, seus posts tiveram centenas de visualizações.

O contador de visualizações dos posts, tornado público por Musk, parece estar tendo o efeito contrário ao desejado pelo bilionário: mostra que o alcance das publicações no Twitter, na média, é menor do que se imaginava.

CAOS. A reportagem conta outros episódios surpreendentes.

Na quarta (8.fev), muitos usuários se depararam com uma mensagem de erro ao tentar postar alguma coisa no Twitter, informando que eles haviam atingido o limite diário de posts.

Segundo a Platformer,

Um funcionário apagou inadvertidamente dados de um serviço interno que limita a taxa de uso do Twitter. A equipe que trabalhava nesse serviço foi desligada da empresa em novembro.

O clima dentro do Twitter é péssimo. Quem ficou está tentando emprego em outro lugar, exceto por alguns poucos que ainda acreditam na visão amalucada de Musk.

O Slack, serviço interno de mensagens, virou “uma cidade fantasma”.

Musk age como o pior gerente de produtos, de acordo com relatos, criando demandas a partir de repostas isoladas que recebe no Twitter, sem jamais apresentar uma visão mais ampla de como ele imagina a plataforma.

O relato é chocante. Se o inglês estiver em dia aí, vale muito a leitura.

Via Platformer (em inglês).

Post feito em parceria com o Manual do Usuário

Twitter/XManual do Usuário
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