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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou um grupo de trabalho formado por membros da sociedade civil e de outros órgãos do Executivo, para desenvolver estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo estratégias.

O GT, cuja criação foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22.fev), terá duração inicial de 180 dias e deverá apresentar um relatório final ao ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio de Almeida.

OBJETIVOS. Sob a liderança da ex-deputada federal Manuela d'Ávila, o grupo irá assessorar Almeida em questões ligadas a discurso de ódio e extremismo, irá realizar estudos e discutir estratégias de combate, e irá propor políticas públicas para combater o fenômeno.

Segundo a publicação do DOU, membros da Advocacia-Geral da União, doo Ministério da Educação, do Ministério da Igualdade Racial, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério das Mulheres, do Ministério dos Povos Indígenas e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também participarão do grupo.

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24 nomes irão representar a sociedade civil:

  • Manuela Pinto Vieira d´Ávila
  • Camilo Onoda Caldas - Relator
  • Christian Ingo Lenz Dunker
  • Débora Diniz Rodrigues
  • Esther Solano
  • Felippe Mendonça
  • Felipe Neto Rodrigues Vieira
  • Guilherme Stolle Paixão e Casarões
  • João Cezar de Castro Rocha
  • Isabela Oliveira Kalil
  • Letícia Maria Costa da Nobrega Cesarino
  • Dolores Aronovich Aguero
  • Lusmarina Campos Garcia
  • Magali do Nascimento Cunha
  • Marcos Xukuru
  • Michel Gherman
  • Nina Santos
  • Patrícia Campos Mello
  • Pedro Rodrigues Curi Hallal
  • Rosane da Silva Borges
  • Ricardo Campos
  • Ronilso Pacheco
  • Rosana Pinheiro-Machado
  • Rodney William Eugênio

Inicialmente, a jornalista da Folha de S. Paulo Patricia Campos Mello foi nomeada para integrar o grupo, mas uma reportagem do próprio jornal esclareceu que ela será ouvida apenas como consultora informal devido a impedimentos por sua função como repórter.

MÚLTIPLAS FRENTES. Com o anúncio do GT, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania é mais uma frente aberta dentro do Executivo para tratar de questões ligadas a discurso de ódio e extremismo, unindo-se ao MJSP e à AGU.

Além disso, a gestão de Lula (PT) tem se mobilizado para criar uma rede contra desinformação. Em jan., o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, divulgou um vídeo para as redes de apoio ao presidente Lula (PT) convocando os militantes para fazerem parte de uma "rede de combate ao ódio".

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Com dificuldade de alcançar o engajamento da direita nas redes sociais, a esquerda tenta se alinhar desde a época da campanha eleitoral. Agora no governo, os petistas querem estreitar o relacionamento com veículos e influencers alinhados à esquerda, além de combater fake news.

Em 7.fev, o presidente Lula recebeu cerca de 40 representantes de "mídias independentes e youtubers" para uma café da manhã. No dia seguinte, foi a vez da primeira-dama Janja receber um grupo de influencers autodenominado "Influenciadores pela Democracia".

Texto Laís Martins
Edição Julianna Granjeia
Política
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