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Hoje em dia, a maior glória de uma música é bombar no TikTok. Vide "Acorda, Pedrinho".

A rigor não há mal nenhum nisso, mas artistas estão reclamando publicamente que as gravadoras estão forçando-os a criar conteúdo para a plataforma, exigindo uma grande quantidade de publicações semanais e até tentando forjar momentos virais.

"E a minha gravadora está dizendo que não posso lançar a música a não ser que eles consigam forjar um momento viral no TikTok." / "É verdade que tudo que todas as gravadoras pedem são TikToks, e eu levei bronca hoje por não me esforçar o suficiente." / "Quando a gravadora pede para eu fazer meu oitavo TikTok da semana." / "A gravadora está implorando para que eu faça "TikToks lo-fi", então aqui está. Por favor, me ajudem."

Quando "Running Up That Hill" (1985), da Kate Bush, voltou a bombar por causa de "Stranger Things", adivinha qual foi a piada?

A tendência chegou ao Brasil com a mais internacional das nossas cantoras, a Anitta: recentemente, ela disse que sua gravadora internacional só bancaria um clipe novo caso alguma música sua viralizasse no TikTok.

Alguns dias depois, quem bombou na rede das dancinhas foi a Paula Fernandes. Não porque a música ou a coreografia conquistou a juventude tiktokeira, e sim porque a cantora parecia estar um pouco desconfortável durante a performance.

O alento dos artistas que não se adaptaram à tendência é que redes sociais vêm e vão. Talvez daqui a alguns anos o TikTok não tenha mais relevância. Mas enquanto isso...

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