Meta segue falhando no combate a exploração sexual infantil

Revista identificou que fotógrafo que vendia imagens de menores a pedófilos seguia no Instagram mesmo depois de preso.

A Meta segue falhando no combate a conteúdos de exploração sexual de crianças e menores de idade em suas plataformas, mostrou uma reportagem publicada pela Forbes no sábado (25.jun.2022).

O que diz a reportagem: a Forbes identificou que um fotógrafo dos Estados Unidos - acusado de vender fotos sexualizadas de menores de idade a pedófilos - continuou a usar o Instagram por meses depois que foi preso. A Meta só agiu contra as contas desse fotógrafo depois de alertado pela reportagem, que identificou uma rede de outros perfis – que somavam mais de meio milhão de seguidores – postando conteúdos semelhantes.

"O caso não apenas joga luz sobre um lado problemático do Instagram que opera como um mercado para imagens sexualizadas de crianças, como também mostra quão fácil é para aqueles que exploram menores de idade evadirem o banimento e retornaram de novo e de novo, mesmo depois de serem presos e acusados", afirma a reportagem da Forbes.

É importante porque... A empresa diz que tem tolerância zero para exploração sexual infantil e que sempre removerá contas que publiquem conteúdos do tipo, mas sempre que há reportagens sobre o assunto, jornalistas encontram dezenas de perfis em violação das regras da plataforma.

Em fev.2022,  o Núcleo encontrou pelo menos sete grupos públicos no Facebook —  acessíveis a qualquer usuário e com milhares de membros – que poderiam ser usados para aliciamento de menores e que mostravam conteúdo de conotação sexual referindo-se a crianças e adolescentes. Como no caso da Forbes, a Meta só agiu depois de alertada pela nossa reportagem.

Isso também foi percebido por uma pesquisadora da Universidade de Pittsburgh, que publicou um relato na Wired em mar.2022. Após encontrar grupos de predação sexual infantil ao acaso no Facebook, a historiadora norte-americana Lara Putnam passou a denunciar sistematicamente os grupos. Ironicamente, o algoritmo passou a recomendar conteúdos semelhantes a ela.

"Apesar de anos de críticas sobre como falha em proteger crianças, mais recentemente por meio dos vazamentos da ex-funcionária Frances Haugen, a Meta, que teve receita de US$118 bilhões em 2021, depende enormemente de usuários de Instagram não-remunerados e jornalistas para identificar violadores, e tem dificuldade em mantê-los fora da plataforma ou eliminar rastros que eles possam ter deixado para trás", escreve o repórter da Forbes.

Grupos de exploração sexual infantil perduram no Facebook
Empresa diz que combater pornografia infantil é prioridade, mas grupos públicos em português podem ser facilmente encontrados na plataforma
Texto Laís Martins
Edição Julianna Granjeia

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