Metaversos unicórnios ainda são cidades-fantasmas

“Valuations” bilionários, usuários na casa das centenas. Essa conta não fecha.

Quando se fala em uma startup B2C avaliada em mais de US$ 1 bilhão, alguém imagina pelo menos alguns milhões de usuários, certo? Não são os casos das do metaverso.

O QUE HOUVE? Segundo a DappRadar, consultoria especializada em aplicações de blockchain, duas das maiores startups de metaverso patinam no número de usuários a despeito de serem unicórnios — startups avaliadas em +US$ 1 bilhão.

  • O pico de audiência diária na Decentraland, que vale US$ 1,3 bilhão, foi de 675  usuários.
  • Já na The Sandbox, cujo valor de mercado também é de cerca de US$ 1,3 bilhão, o máximo de gente reunida em um dia foi de 4.503.

Em um período de 24 horas analisado entre 6 e 7 de outubro, os números foram ainda piores: 38 usuários ativos na Decentraland e 522 na The Sandbox.

OK, MAS. A DappRadar classifica “usuário ativo” nessas plataformas aquele que faz alguma transação nesses ambientes imersivos, ou seja, aqueles que mexem na blockchain.

Os números não contabilizam, pois, os espectadores: gente que acessa tais lugares para interagir ou só passar o tempo.

Ao Coinbase, porém, Sam Hamilton, diretor criativo da Decentraland, disse que a média de audiência diária do metaverso da startup é de 8 mil usuários. Pouco, né?

NA META. Na Meta, a dona do Facebook que apostou tudo no metaverso e empresa na vanguarda do metaverso, os dados mais recentes pintam um cenário ruim também.

Até fevereiro deste ano, em média 300 mil pessoas visitavam o Horizon Worlds por mês.

A situação é tão ruim que diretores da empresa estão exigindo que os funcionários que trabalham construindo o Horizon Worlds usem o serviço com mais frequência.

OPINIÃO. Talvez não seja à toa que tais ambientes ainda sejam cidades-fantasmas.

Fora o custo inicial elevado que a compra de um headset de realidade virtual impõe, o que os usuários veem ao colocar esses capacetes (ou acessar os ambientes via celulares ou computadores) é meio desanimador.

Em agosto, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, foi zoado pela internet inteira após publicar um print do Horizon Worlds que parecia saído de um video game dos anos 2000.

Em janeiro, a operadora TIM inaugurou uma loja virtual da Cryptovoxels, outra dessas startups de metaverso atreladas a blockchains, e… bem, veja por si mesmo(a).

Via Coinbase (em inglês).

Post feito em parceria com o Manual do Usuário

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