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Na Alemanha, moderadores do TikTok e da Meta criaram o primeiro coletivo europeu voltado a exigir melhores condições de trabalho para moderadores de conteúdo.

  • A iniciativa é resultado de uma reunião que aconteceu na semana passada liderada pelo sindicato alemão Verdi e pela ONG britânica Foxglove.

DIREITOS TRABALHISTAS. Segundo o jornal Financial Times, o grupo quer elaborar um acordo formal para as plataformas reconhecerem direitos trabalhistas dos moderadores. Entre eles, o de formar “conselhos de empresa”, órgãos que representam internamente trabalhadores das empresas multinacionais na União Europeia, como um sindicato.

O coletivo também quer que as empresas forneçam ajuda psicológica 24 horas para os moderadores, que frequentemente lidam com conteúdo explícito, violento e traumático. Eles planejam entrar com um processo contra as empresas caso não tenham suas reinvindicações atendidas.

OUTROS CASOS. Em 2022, moderadores terceirizados do TikTok em países africanos denunciaram duras condições de trabalho, remuneração baixa e traumas psicológicos por conta do conteúdo fiscalizado.  

Ainda em 2022, a Sama, empresa baseada no Quênia, rompeu seu contrato de moderação na África para o Facebook, Instagram e WhatsApp. Um ex-moderador da Sama processou a Meta sob acusações de tráfico humano, práticas antissindicais, entre outros.

Texto Sofia Schurig
Edição Laís Martins
TikTokMeta
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