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A Comissão Europeia anunciou hoje que concluiu uma investigação de quatro meses sobre a proposta de aquisição da iRobot, empresa americana especializada na fabricação de aspiradores robô, pela Amazon. Os reguladores da União Europeia buscam barrar essa transação, avaliada em US$ 1,7 bilhão, alegando que ela resultaria em interferência na concorrência local.

ENTENDA. Segundo a comissão, a Amazon, por ser uma plataforma de comércio de grande relevância para a comercialização de aspiradores robôs na França, Alemanha, Itália e Espanha, enfrenta preocupações relacionadas à possível restrição da concorrência, impactando especialmente esses mercados.

Os reguladores também disseram que a concretização do acordo serviria como um meio para a Amazon “reforçar sua posição no mercado de serviços de comércio online para vendedores terceirizados (bem como serviços de publicidade associados) e/ou outros mercados vinculados a dados.”

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Dados? Sim, isso mesmo! Os aspiradores robô, ao mapearem as casas das pessoas, precisam coletar uma quantidade massiva de dados sensíveis para operar e navegar autonomamente.

E AGORA? A Amazon tem o direito de responder às objeções da Comissão, examinar os registros da Comissão e solicitar uma audiência.

“A iRobot, que enfrenta uma concorrência acirrada de outros fornecedores de aspiradores, oferece produtos práticos e inventivos. Continuamos a trabalhar no processo com a Comissão Europeia e estamos focados em abordar suas questões e quaisquer preocupações identificadas nesta fase”, disse Alexandra Miller, porta-voz da Amazon, em comunicado ao The Verge.

ATÉ QUANDO? A decisão final da Comissão está programada para ser tomada até 14.fev.2024.

OUTROS CASOS. A Comissão Europeia já interveio em outras aquisições de empresas americanas por parte de empresas americanas, especialmente quando essas transações têm potencial impacto global ou no mercado europeu.

Um exemplo é a aquisição do estúdio de jogos Activision Blizzard pela Microsoft, na qual os reguladores concederam uma licença de 10 anos com certas condições, entre elas a exigência de licenças gratuitas para concorrentes e consumidores na UE, permitindo a transmissão de jogos via serviços de streaming em nuvem.

Via Comissão Europeia e The Verge (ambos em inglês)

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