Quem não curte olhar para o passado a partir do conhecimento de ciências como a paleontologia só pode estar morto por dentro, e sem chance de fossilizar. De animais e plantas e até seres microscópicos, é espantoso pensar que quando olhamos um fóssil, muitas vezes estamos vendo seres que habitaram a Terra há milhões de anos.
Este post traz alguns exemplos de remanescentes super bem preservados de seres que viveram em outras eras geológicas.
Mario Bros.
Um espécime do Edmontonia rugosidens parece saído diretamente do universo Mario Bros. Aqui ele aparece em uma réplica encaixada num esqueleto, com algumas partes completadas artificialmente.

O Edmontonia foi um dinossauro encouraçado da família dos nodossaurídeos que viveu durante o período Cretáceo. Apesar dessa aparência robusta, eram herbívoros, e os espinhos serviam para defesa.

Bebê dinossauro
Este embrião de dinossauro é uma ilustração, mas na época da sua divulgação ele confundiu e empolgou muita gente que viu só a chamada das matérias em que o desenho foi usado.
Cientistas descobrem embrião de dinossauro perfeitamente preservado que se preparava para sair do ovo https://t.co/OZji2x0rdi pic.twitter.com/c9LtNYhsPH
— BBC News Brasil (@bbcbrasil) December 22, 2021
Quem clicou acabou vendo que a imagem real era essa aqui de baixo. E a verdade é que ela em si já é capaz de empolgar, sendo mais que suficiente para tirar um "Oh!" de quem olha.
Fóssil cabeludo
O próximo fóssil não parece tão preservado como os anteriores, mas traz um detalhe interessante: tem pelos! A Aline Ghilardi trouxe ele como exemplo de que é possível sim encontrar cabelo ou pelo fossilizado.
1) é possível preservar cabrlo/pelo em fósseis simm veja esse lindo mamífero peludo: pic.twitter.com/hA6xQiAlvz
— Aline Ghilardi (@alinemghilardi) March 10, 2022
O Maiopatagium era um mamífero que viveu durante o Jurássico onde hoje fica a China. Graças a uma estrutura membranosa chamada patagium ele podia planar.

Porco-do-mofo
Para não ficar somente nos mamíferos e répteis, vamos dar uma olhada no que os cientistas encontraram num dos materiais mais queridos de quem estuda o passado: o âmbar.

https://t.co/KqLbOIkNmp
— Joelho Pré-Cambriano (@CoelhoPre) October 11, 2019
Parece tardígrado, mas não é. Parece ácaro, mas não é. O que é? É o porco do mofo, um novo microinvertebrado preservado em âmbar! pic.twitter.com/TVncfs3G1h
O porco-do-mofo leva essa nome por sua aparência e sua dieta, constituída principalmente de fungos. O espécime encontrado no âmbar tem cerca de 30 milhões de anos.
Um fato curioso é que um dos cientistas que o descreveu, e que trabalhou a carreira toda com âmbar, é também autor do artigo de 1982 que deu ao autor de ficção científica Michael Crichton a ideia de extrair DNA de dinossauro de insetos presos em âmbar, como retratado no filme Jurassic Park. (Gizmodo)
Pena de dinossauro à moda do chef
Esse simpático inseto preservado no âmbar podia não ser tão simpático assim aos olhos do dinossauro penado que o carregava.
É que o Mesophthirus engeli foi encontrado junto com penas de dinossauros carcomidas, e os cientistas acreditam que se tratava de um inseto parasita, que se alimentava delas. Isso me faz pensar que, em termos de hábitos alimentares, não há o que não haja.
Entre o lobo e o cachorro
Esse corpo super bem conservado pertence a um animal mais jovem. É o filhote de uma espécie que ainda não se sabe se mais próxima dos lobos ou dos cães. O animal é datado de 18 mil anos, foi encontrado no permafrost siberiano e apelidado de Dogor.

Atualmente, ele está sendo estudado para caracterização da espécie, como explicou um dos cientistas envolvidos no estudo.
Here is another amazing find from the Belaya Gora site!
— Love Dalén (@love_dalen) April 16, 2019
Radiocarbon dating says it 18,000 years old.
Question: is it a #wolf cub, or possibly the oldest #dog ever found?
We are hoping to answer this by sequencing it's genome (it has 43% endogenous DNA).
But what do you think? pic.twitter.com/MTZ918GFBf
Actualmente en el Centro de Paleogenética de Estocolmo se esta realizando la secuenciación genética de este cachorro rescatado del permafrost de hace 18,000 años. Aún se desconoce si era un lobo o un pero, o quizá un ancestro en común de estos grupos.
— GeoXplora (@GeoXplora) November 20, 2019
( https://t.co/kiD4kzZctX) pic.twitter.com/X3imu0Hg9v
"[Quando encontramos] não sabíamos quantos anos tinha. Há coisas que ficam congeladas no permafrost que têm apenas algumas centenas de anos ou mesmo algumas décadas. Estávamos empolgados, mas tínhamos uma dose saudável de ceticismo até datarmos por radiocarbono. Obviamente, quando obtivemos os resultados de que tinha 18.000 anos, tudo mudou", disse Love Dalén. (Metro)
Agradecimento: João Lucas da Silva
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