Novo headset, parceria com Microsoft e pernas no metaverso: o que rolou no Meta Connect

A apresentação de abertura foi conduzida por Mark Zuckerberg, CEO da empresa. Entre as principais novidades, o novo headset Meta Quest Pro (que custa US$ 1,5 mil), uma parceria com a Microsoft e… pernas nos avatares do Horizon Worlds.

Foto lateral de uma mulher, sentada em sua escrivaninha, usando um Meta Quest Pro com três telas projetadas à sua frente.
O novo Meta Quest Pro. Foto: Meta/Divulgação.

Nesta terça (11), a Meta reuniu a imprensa e entusiastas para a abertura do Meta Connect, um evento voltado ao metaverso.

A apresentação de abertura foi conduzida por Mark Zuckerberg, CEO da empresa. Entre as principais novidades, o novo headset Meta Quest Pro, uma parceria com a Microsoft e… pernas nos avatares do Horizon Worlds.

Meta Quest Pro

O novo headset de realidade mista da Meta, o Quest Pro, é o mais avançado do mundo e seu preço reflete isso: US$ 1,5 mil (cerca de R$ 8 mil).

A Meta fez avanços em áreas importantes da experiência, como o novo sistema “pass-through”, que permite ao usuário enxergar o que está acontecendo em seu redor sem remover o capacete (agora, em cores)

Também foram feitas melhorias nas lentes e na resolução da tela. As lentes ficaram 40% mais finas, o que tornou o capacete em si menor e mais leve, e agora é possível ler com maior nitidez textos no Quest Pro, algo complicado até então.

Zuckerberg enfatizou o sistema de captura de expressões e acompanhamento dos olhos, tido pela Meta como essencial para portar ao virtual a naturalidade das interações humanas presenciais. Por questão de privacidade, esse recurso vem desativado por padrão, porém.

Os controles do Quest Pro ganharam câmeras que determinam sua posição no ambiente de maneira independente do capacete.

O Meta Quest Pro é posicionado como um produto topo de linha e, pelo seu preço, a Meta espera conquistar consumidores entusiastas e profissionais em empresas. Ele já está em pré-venda lá fora e chega aos compradores a partir de 25 de outubro.

Parceria com a Microsoft

Cinco pessoas em torno de uma mesa, com uma tela enorme e outros avatares num painel estilo Zoom, tudo isso dentro de um escritório no metaverso.
Reuniões no Teams no metaverso. Imagem: Meta/Divulgação.

O posicionamento do Meta Quest Pro para o público corporativo ganhou um reforço de peso: a Microsoft. Satya Nadella, CEO da Microsoft, fez um aparição para falar da parceria.

A empresa dará suporte a várias das suas tecnologias no metaverso da Meta, incluindo uma versão especial do Teams, sua ferramenta de colaboração na nuvem.

Será possível ingressar em reuniões no Teams a partir do Horizon Workrooms, a ferramenta de reuniões no metaverso da Meta.

Também será possível usar o Windows 365, uma versão do sistema virtualizada, ou seja, que rodar a partir da nuvem, lançada em 2021 com foco no público corporativo.

Pernas no metaverso

Outro grande anúncio foi o da expansão do Horizon Worlds, o ambiente virtual/metaverso da Meta, para a web.

A Meta espera que, no futuro, as pessoas possam pegar seus celulares e notebooks e visitarem amigos que estejam imerso no metaverso.

Antes de anunciar pernas para os avatares do metaverso, Zuckerberg brincou dizendo que achava que “todos estavam esperando por isso”.

Cinco avatares bem distintos entre si, todos com pernas.
Avatares da Meta com pernas. Imagem: Meta/Divulgação.

Então… é, em breve, os avatares deixarão de parecer o Gasparzinho e ganharão pernas. Primeiro no Horizon Worlds, depois em outras experiências sociais.

Espere, também, mais reações, personalizações e gráficos melhores para os avatares do Horizon Worlds e outras experiências no metaverso da Meta. Estava precisando mesmo!

Experiências futuras

Parte do evento foi dedicada a tecnologias ainda incipientes, protótipos a essa altura, que poderão moldar a maneira como interagimos digitalmente no futuro — ou assim espera Zuckerberg.

Em uma delas, a Meta mostrou pessoas controlando avatares e interfaces com movimentos sutis das mãos. Um algoritmo se encarrega de entender e se adaptar, em tempo real, pecualiridades nos movimentos de cada pessoa.

No futuro, promete Michael Abrash, cientista chefe do Reality Labs da Meta, essas interações não precisarão sequer de movimentos sutis — elas serão feitas com o pensamento.

Outra tecnologia demonstrada foi a Codec Avatar 2.0, que analisa um rosto e o transforma em um avatar animado fotorrealista. Hoje, esse processo leva muito tempo. A expectativa é de que, no futuro, ele seja instantâneo. Veja um exemplo:

Você pode assistir à apresentação na íntegra no YouTube.

Via Meta (2) (em inglês).


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