Debandada de funcionários deixa Twitter perto do colapso

Engenheiros do Twitter Blue e de outras áreas críticas deixaram a empresa nesta quinta-feira

Depois de demitir mais da metade do quadro de funcionários do Twitter, revogar trabalho remoto e de dar um ultimato aos funcionários remanescentes, dizendo deveriam trabalhar mais "hardcore" ou deixar a empresa, o novo dono da rede social, Elon Musk, se deparou com uma debandada geral de colaboradores, muitos deles essenciais ao funcionamento da rede social.

A situação é tão ruim que, segundo relatos da imprensa nos EUA, algumas áreas críticas ao funcionamento do Twitter estão reduzidas a dois, um ou nenhum funcionário.

A analogia sendo feita é a de um navio à deriva, sem tripulação, que pode bater em algum obstáculo a qualquer momento.

Na madrugada de quarta-feira (17.out), Musk enviou um email a funcionários exigindo que se comprometessem com um novo sistema de trabalho "extremamente hardcore" ou pedissem demissão até as 17h de quinta-feira.

Na prédio que funciona como sede da empresa em San Francisco, na Califórnia, foram projetadas mensagens com ataques a Elon Musk.

Segundo a jornalista Zoë Schiffer, da newsletter Platformer, que tem feito uma das melhores coberturas dessa crise, os principais designers do serviço de assinatura Twitter Blue deixaram a empresa, junto a muitos engenheiros que mantém a infraestrutura mais crítica.

Schiffer também informou que Musk alertou funcionários remanescentes de que todos os escritório do Twitter estavam temporariamente fechados, e seus acessos com crachás estavam suspensos. Especula-se que Musk esteja temeroso que colaboradores descontentes queiram sabotar a rede social.

De acordo com o Washington Post, o ultimato de Musk teve muito mais colaboradores demissionários do que o esperado, à  medida que a situação de muitos deles ficaria precária caso aceitassem o novo regime mais rigoroso de trabalho.

Embora seja difícil saber com certeza, estima-se que entre 2.000 a 2.500 funcionários ainda permaneçam na empresa – cerca de 30% da força de trabalho de duas semanas atrás, quando Musk assumiu a empresa.

Sinais de degradação da infraestrutura do Twitter se acumularam nas últimas semanas, quando alguns sistemas de verificação pararam de funcionar e o desempenho da plataforma estagnou ou piorou.

Texto Sérgio Spagnuolo
Edição Alexandre Orrico

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