Microsoft vai demitir 10 mil funcionários

Empresa de junta a Meta, Twitter e Amazon entre as Big Techs que dispensaram funcionários em massa recentemente

A Microsoft confirmou a demissão de 10 mil funcionários até o fim de março, em um movimento para reduzir custos em meio ao amargo cenário econômico mundial e reduções de consumidores com gastos digitais.

No blog de comunidade da Microsoft, o CEO Satya Nadella disse que a empresa "vai alinhar nossa estrutura de custo com nossa receita e onde vemos demanda de clientes".

REDUÇÃO NOS GASTOS DIGITAIS. Nadella disse no post que apesar de ter visto uma aceleração nos gastos digitais durante a pandemia, o que está acontecendo agora é uma "otimização" dos gastos digitais dos consumidores para "fazer mais [coisas] com menos [recursos]".

"Também estamos vendo organizações em todas as indústrias e geografias exercendo cautela, à medida que algumas partes do mundo estão em recessão ou prevendo uma", escreveu.

A empresa teve uma baixa contábil de US$1,2 bilhão em seu segundo trimestre fiscal de 2023 (out-dez.2022) por conta dos custos dos pacotes de demissões, mudanças no portólio de hardware e outras despesas.

CONTRATAR EM ÁREAS-CHAVES. "É importante notar que embora estejamos elimitando posições em algumas áreas, vamos continuar a contratar em áreas estratégicas", disse Nadella.

A Microsoft recentemente anunciou investimentos de US$10 bilhões na OpenAi, a startup por trás de inteligências artificiais gerativas muito populares, como ChatGPT e DALL-E 2.

DEMISSÕES EM TECH. Essa leva de demissões afetará cerca de 5% de toda a força de trabalho de 221 mil funcionários, e é a segunda maior na história da Microsoft. Entre 2014 – 2015, pouco após Nadella se tornar CEO, cerca de 25 mil funcionários foram demitidos após a empresa abandonar seus planos com a Nokia.

No final de 2022, empresas de tecnologia, como Meta, Twitter e Amazon, realizaram demissões em massa que afetaram milhares de funcionários - em alguns casos, metade da força de trabalho.

BENEFÍCIOS. Segundo Nadella, funcionários dos EUA receberão "uma variedade de benefícios" – incluindo indenizações, planos de saúde por seis meses e mais – enquanto aqueles fora dos EUA terão direito ao que a legislação trabalhista local demandar.

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