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Funcionários terceirizados encarregados de revisar e melhorar as respostas do chatbot Bard, desenvolvido pelo Google, alegam receber baixos salários, pressão excessiva e longas jornadas de trabalho.

A agência Bloomberg teve acesso a documentos internos das empresas subcontratadas pelo Google, que mostram a insatisfação dos trabalhadores com o ambiente de trabalho.

Do jeito que está agora, as pessoas estão com medo, estressadas, mal pagas, não sabem o que está acontecendo", disse um dos funcionários terceirizados. "E essa cultura do medo não é propícia para obter a qualidade e o trabalho em equipe que você quer de todos nós.

Leia os documentos clicando aqui (em inglês)

FRENÉTICO. O ambiente descrito pelos funcionários, que não foram identificados na reportagem, se assemelha ao que moderadores de conteúdo para a Meta na África relataram em ações coletivas:

  • prazos frenéticos e curtos;
  • alta carga de trabalho;
  • instruções complexas;
  • estresse coletivo e baixa remuneração;
  • além disso, há demissões em massa e contratos de curto prazo, o que gera insegurança.

A principal função dessas pessoas é revisar e fornecer feedback sobre as respostas do Bard, a fim de aprimorar sua qualidade da ferramenta e eliminar vieses.

Eles também são responsáveis por identificar conteúdo prejudicial ou criminoso, como pornografia infantil ou discurso de ódio, nos produtos e serviços do Google.

MAL PAGOS. Os funcionários recebem cerca de US$ 14 por hora, o que é o dobro do salário mínimo federal nos Estados Unidos, que é de US$ 7,25 e não é alterado desde 2009. No entanto, esse valor é menor que o estadual em diversas regiões do país.

Devido a essas condições, os funcionários levantaram preocupações sobre a ética e a qualidade dos produtos de IA do Google.

Eles relatam um aumento na carga de trabalho e uma maior complexidade das tarefas à medida que o Google busca competir com a OpenAI no campo da inteligência artificial.

VALE LEMBRAR. Em 20.abr, 18 atuais e ex-funcionários do Google disseram à Bloomberg que a empresa ignorou preocupações éticas críticas para agilizar o lançamento do bot.

Via Bloomberg (em inglês)

Texto Sofia Schurig
Edição Sérgio Spagnuolo

BardGoogleOpenAIChatGPTInteligência Artifical
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