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No dia 11 de Fevereiro, é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, uma data a qual, segundo a Assembleia Geral das Nações Unidas, visa promover "o acesso e a participação plena e igualitária das mulheres nos campos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM)". Desde 2015, a celebração desse dia visa a visibilidade do papel crítico que as mulheres desempenham na ciência, além de "fortalecer os laços entre ciência, política e sociedade para estratégias voltadas para o futuro"

A dura realidade por trás do protagonismo

Segundo dados da UNESCO, compartilhados na página da Organização das Nações Unidas, as mulheres ainda compõem uma minoria significativa em cursos como engenharia ou envolvidos com o desenvolvimento de tecnologias. Apesar de o papel das mulheres e meninas na ciência estarem em acordo com às metas globais estabelecidas pela Organização, bem como com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 6, 7, 9, 11 e 17), as mulheres recebem menos bolsas de pesquisa comparado com homens e, mesmo representando um terço dos pesquisadores a nível global, apenas 12% dos membros de academias de ciência nacionais são mulheres.

Quando observamos a porcentagem de mulheres que são docentes de pós-graduações brasileiras, de acordo com a área de conhecimento, a falta de paridade é a característica mais marcante:

Um mundo que não pode mais esquecer suas cientistas

Infelizmente, a história não foi justa, tampouco gentil, com o brilhantismo e protagonismo das mulheres na ciência. Em diversos momentos, o esforço de mulheres cientistas não foi reconhecido, ou foi apropriado por seus colegas homens, ou foi completamente esquecido ao longo do tempo.

Comento brevemente neste fio alguns exemplos, como o de Grunya Sukhareva, psiquiatra autora da primeira caracterização do que seria conhecido mais tarde, na nossa atualidade, como o Transtorno do Espectro Autista:

Hoje, existe um esforço ativo para tentar recuperar esses feitos e suas autoras, através da investigação de registros históricos, numa tentativa de reparação para prestar o devido reconhecimento, e para que nunca mais aconteça.

Atualmente, apesar de muitos avanços nessa discussão em oportunidades para cientistas, ainda encontramos muitos desafios nos espaços acadêmicos, como comenta a oceanógrafa e divulgadora científica Adrana Lippi:

Lippi também comenta sobre um fenômeno que é visto ainda dentro das graduações: observa-se um número de ingressos de mulheres na graduação mais próximo de uma paridade com seus colegas homens. No entanto, a medida que observamos quantas mulheres permanecem e se formam nas pós-graduações, esse número diminui. Quando observamos quantas dessas mulheres se tornam professoras ou bolsistas de pós-doutorado, a diferença se torna ainda maior.

A paleontóloga e divulgadora científica Aline Ghillardi comenta o que podemos fazer para ajudar na construção e abertura de ainda mais espaços para nossas cientistas:

Perfis para conhecer, seguir e engajar

O perfil de divulgação científica Blogs de Ciências da Unicamp mapeou diversas cientistas brasileiras que participaram, no último dia 11 de fevereiro, da campanha virtual #MulheresEMeninasNaCiência, no twitter. Confira abaixo o fio com perfis para conhecer e engajar:

Não deixe de conhecer a hashtag no twitter clicando nesse link, você vai se surpreender com o que está sendo produzido pela ciência brasileira nas mãos de mulheres incríveis!

A ciência precisa de paridade, equidade e diversidade, e para finalizar, a reflexão que o perfil Mulheres na Ciência traz quanto a este último aspecto, não pode ser deixada de lado nessa luta por reconhecimento:

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