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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, declarou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (12.abr.2023) que as plataformas correm o risco de serem suspensas ou até mesmo banidas caso não implementem medidas para combater discursos que defendam ataques terroristas em escolas.

Sem moderação, Twitter tolera apoio a massacres escolares
Comunidade que exalta assassinos e massacres também usa rede social para tentar formar “duplas” para novos atos de violência

Na segunda-feira, 10.abr.2023, o ministério fez uma reunião com representantes de seis plataformas digitais para discutir ações preventivas e melhorias na moderação de conteúdo.

COLETIVA. Durante a coletiva, o ministro afirmou que o governo está exigindo que as plataformas criem canais abertos e rápidos para atender a solicitações de autoridades sobre conteúdos com apologia à violência, ameaças de ataques em escolas, entre outros.

Segundo Dino, as plataformas serão formalmente notificadas pela Justiça. Caso se recusem ou descumpram as notificações, a empresa poderá sofrer sanções.

O ministro chegou a dizer que seria possível retirar uma plataforma do ar caso ela se negue a moderar conteúdo.

Segundo ele, os termos de uso “não se sobrepõem à Constituição, à lei, não são maiores que a vida das crianças e adolescentes brasileiros”.

RELEMBRANDO. Em março de 2022, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, quase suspendeu o Telegram por não responder a notificações judiciais.

PERFIS. Já foram solicitados a derrubada de mais de mil perfis em várias plataformas desde a criação de uma força-tarefa coletiva para monitoramento e identificação de perfis violentos, segundo o próprio ministro.

Desse total, 511 seriam apenas no Twitter.

Na semana passada, reportagem do Núcleo mostrou como conteúdo de apologia e glorificação de massacres escolares e seus executores tem permanecido no Twitter depois que Elon Musk demitiu moderadores de conteúdo.

Em 11.abr.2023, o Ministério Público Federal (MPF) entrou em contato com o Twitter exigindo que, em até 10 dias, forneça informações sobre as medidas de moderação tomadas em relação a conteúdos que promovam ataques em escolas brasileiras, como noticiado em primeira mão pelo Núcleo.

Texto Sofia Schurig
Edição Sérgio Spagnuolo
RegulaçãoTwitter/X
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