Vai dar certo a inclusão da vacina contra Covid no PNI?

Vacinação contra Covid fará parte do Plano Nacional de Imunização (PNI), mas, nas redes, especialistas notam que o esforço pode não ter o resultado esperado se população continuar hesitando em se vacinar

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Em menos de um mês do novo governo, o Ministério da Saúde já firmou um compromisso com a vacinação no país. Recentemente, a ministra da saúde Nísia Trindade anunciou a inclusão das vacinas contra a COVID-19 no Plano Nacional de Imunização (PNI), um grande marco para o enfrentamento da COVID-19 no país.

Segundo o Estadão, a decisão "prevê a utilização da vacina bivalente desenvolvida pela Pfizer com eficácia comprovada contra a variante Ômicron original e a cepa BA.1 do coronavírus".

A campanha de vacinação, que tem início previsto para fevereiro de 2023, deve seguir a lógica da campanha de vacinação contra a gripe, incluindo seus grupos prioritários.

Fonte: Estadão

Cabe reforçar que mais informações ainda serão compartilhadas e que esse planejamento considera a manutenção de um cenário em que a sub-linhagem da Ômicron, BQ.1/BQ.1.1 (comentamos neste Polígono) siga predominante o país.

Ou seja, a frequência da vacinação pode sofrer modificações, assim como novos grupos podem também ser incluídos na população prioritária, dependendo do cenário que encontrarmos.

Cenário atual

A inclusão da vacina no PNI parte de um cenário preocupante, em que as coberturas vacinais para as doses de reforço contra a COVID-19 encontram-se significativamente baixas, como mostra o cientista de dados da Rede Análise, Isaac Schrarstzhaupt.

Estamos vendo o surgimento e avanço de novas variantes, como a XBB.1.5., que podem modificar nosso cenário e, por isso, precisa de um extenso acompanhamento vigilante.

Essas diferenças nas coberturas vacinais do país podem criar uma espécie de "bolsão", onde regiões de coberturas mais baixas podem experienciar um aumento da transmissão do agente infeccioso, aumentando o risco de surgimento de novas variantes. Isso pode trazer consequências para todo o país.

Hesitação vacinal

A baixa cobertura vacinal pode ter múltiplas causas. No entanto, infelizmente, uma delas pode residir na hesitação vacinal no Brasil, que cresceu no último ano, como mostra a reportagem de Ana Botallo.

Essa hesitação também respinga em muitas outras vacinas já anteriormente aprovadas para outras doenças preveníveis por vacinação. O virologista e pesquisador em saúde Felipe Naveca comenta esse retrocesso.

Ainda estamos em uma pandemia de um vírus que já temos conhecimento de como nos proteger. A vacinação é uma estratégia importante que tem seu destaque no nosso hall de ferramentas. Por isso, esteja com seu esquema vacinal completo e reforços em dia.

E se estiver em um ambiente de risco de contatos (aglomerado ou mal ventilado), use máscaras de proteção facial.  

O vírus segue o mesmo, mas a gente precisa seguir dando menos oportunidades de ele nos encontrar.

Texto Mellanie Dutra
Edição Samira Menezes

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