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Bom dia! Aqui é a Chloé Pinheiro, trazendo um mix de novidades para os interessados em diversos campos da ciência. Tem a volta de um tesouro nacional, uma ameaça rondando pela primeira vez o país, atualizações sobre a revolta das baleias e mais. Na nota do convidado, o astrônomo Gustavo Frederico Porto de Mello responde à antiga pergunta: afinal, Betelgeuse vai explodir?

O Ubirajara voltou 
Depois de uma longa batalha, o fóssil Ubirajara foi enfim repatriado. A cerimônia que marcou esse acontecimento histórico reuniu paleontólogos brasileiros que a gente ama. E o mais bacana é que ele voltou para o seu local de origem: a região do Cariri, no Ceará. 

Já explodiu?
O aumento do brilho da estrela Betelgeuse fez a internet ficar animada com a possibilidade de ela explodir e virar uma supernova. Essa é uma promessa antiga. Como me lembraram o Lucas Lago e o Henrique Rieger, da equipe do Núcleo, tinha até um site e um perfil no Twitter, ambos fora do ar, chamados “Betelgeuse explodiu hoje?” E a resposta até agora é NÃO. 

Avanço da gripe aviária
passam de 30 os casos de aves infectadas pela gripe aviária no Brasil. É uma situação sem precedentes no país e nos arredores, que exige atenção redobrada pois o vírus está mudando rapidamente e infectando várias espécies. No Chile, mais de 10% da população de uma espécie de pinguins morreu.  

De novo isso?
Uma matéria gringa requentou a teoria de que o Sars-Cov-2 teria sido originado num laboratório. A Mellanie Fontes-Dutra trouxe um fio de uma virologista que realmente entende do assunto, reforçando que as evidências mais sólidas apontam para uma origem natural. E ciência é isso: consenso. Até que se prove o contrário com evidências igualmente sólidas. 

Só não vê quem não quer 
O físico Pedro Cintra fez um ótimo fio explicando o raciocínio por trás de uma famosa desinformação sobre clima. Infelizmente, essas afirmações falsas ainda fazem sucesso. Uma pena, pois os sinais das mudanças climáticas estão por toda a parte. Estão aí o céu de Nova York, a elevação inédita da temperatura do oceano e os guardas reais de Londres para provar. 

Homo naledis 
A ciência progride no conhecimento do Homo naledi, um parente do homem que está se mostrando muito mais evoluído do que pensávamos. Recentemente, foram encontrados os vestígios mais antigos de sepultamento, feitos por eles. E gravuras de 250 mil anos (as nossas não chegam a 100 mil).

Você viu?

  • O efeito da eletrostática nunca foi demonstrado de um jeito tão fofo.
  • O El Niño chegou oficialmente e promete esquentar ainda mais o planeta.  
  • A crocodilo fêmea que se reproduziu sozinha e os achados sobre o possível fim do cromossomo Y suscitam muitas perguntas sobre o futuro da reprodução. 
  • A ciência das panelas de inox.
  • Um vídeo tão lindo quanto assustador da explosão do vulcão Kilauea, no Havaí. 
  • A bióloga Letícia Magpali fez um fio explicando melhor o ataque das orcas a barcos na Europa. 

Nota do convidado

A estrela que vai Virar supernova

Por Gustavo F. Porto de Mello, astrônomo da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Betelgeuse, uma das estrelas mais brilhantes e conhecidas do céu, e parte da constelação de Órion, o Caçador Celeste, está novamente chamando a atenção. Em dezembro de 2019, ela causou espanto ao diminuir o brilho em mais de duas vezes, inesperadamente. O evento, descobriu-se, foi causado pela emissão de uma grande nuvem de poeira, que obscureceu nossa visão da estrela. 

Por que tanta comoção? Porque Betelgeuse, com 20 vezes a massa do Sol, pertence à classe das estrelas supergigantes vermelhas, as quais terminam suas vidas em espectaculares explosões de supernova. Momentaneamente, estas estrelas se tornam tão brilhantes quanto uma galáxia inteira, e depois somem de vista, transformando-se em buracos negros ou estrelas de nêutrons. 

Betelgeuse, agora, está aumentando de brilho novamente - estaria a famosa estrela em seus estertores de morte? 

Os especialistas dizem que não. As supergigantes vermelhas são muito variáveis, e mudanças no brilho são normais. Porém, quando Betelgeuse finalmente explodir como supernova, o espetáculo vai valer a pena. Ela vai brilhar mais do que a lua cheia, e ser visível mesmo de dia, durante meses. Quando isto deve acontecer? Provavelmente em mais uns 100 mil anos. Fique de olho!

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