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No fim de 2021, a Justiça brasileira não sentia nem o cheiro do Telegram. A empresa ignorava solenemente os comunicados judiciais, a ponto de o Tribunal Superior Eleitoral considerar a empresa como um "grande problema".

Corta e muda o ano para mai.2023, e a situação é totalmente diferente. Frente a uma ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes para que apagasse um conteúdo no prazo surreal de 1 hora, o Telegram não pensou duas vezes (até porque não daria tempo).

Essa mudança de atitude acontece, principalmente, porque juízes brasileiros não estão mais tolerando esse descaso do Telegram – aplicativo que cresceu bastante nos últimos dois anos, em parte porque é uma boa ferramenta, mas também porque tolera um monte de conteúdo indesejável (e moderado) em outras plataformas, especialmente conteúdo extremista.

Descaso, inclusive, que ficou bem claro na justificativa inacreditável e oficial do CEO Pavel Durov que não havia recebido os emails do judiciário – desculpinha no estilo "o cachorro comeu minha lição" –, quando teve bloqueio decretado por Moraes em mar.2022.

Depois disso, rolou até acordo com o TSE para as eleições de 2022.

Mas como o Telegram ainda é o Telegram, a empresa foi multada pelo STF por não ter cumprido algumas determinações judiciais, e teve que pagar R$1,2 milhão no começo de 2023.

O Núcleo preparou uma linha do tempo com os problemas do Telegram na justiça.

Texto e gráfico Sérgio Spagnuolo
Colaborou Sofia Schurig
Edição Laís Martins
Telegram
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